PORTUSASAS – Associação de Solidariedade e Apoio Social

Na PORTUSASAS - ASAS, pretendemos prestar cuidados a pessoas pobres e carenciadas, afectadas por qualquer tipo de demênca ou Doença de alzheimer. Mas pretendemos também prestar apoio às crianças em situação de risco. Queremos também comparticipar na aquisição de medicamentos pelas pessoas com menores rendimentos, tantas que são…



Precisamos de instalações, não importando o estado em que se encontre o espaço, pois far-se-ão as obras necessárias. Também não imposrta a sua localização, dentro do chamado Grande Porto.



Se alguém nos pode ajudar a «ajudar» quem precisa de nós, agradecemos que nos contacte através do TM. 931767630, o e-mail: portusasas@iol.pt, portusasas@gmail.com.



Não temos nem dependemos, nunca aceitaríamos tal situação, de qualquer partido político, uma vez que o nosso partido são as pessoas que possamos apoiar no dia-a-dia.



domingo, 31 de outubro de 2010

Doença de Alzheimer

Trata-se duma demência que conta com mais de cem anos de história.

Em Novembro de 1901 deu entrada no hospital para tratamento de doenças mentais de Frakfurt, uma paciente com 51 anos de idade (Auguste D), com um apelativo quadro clínico com 5 anos de evolução.

Após começar com um delírio celotípico, a paciente tinha sofrido uma rápida e progressiva perda de memória acompanhada de alucinações, desorientação no tempo e no espaço, paranóia, perturbações comportamentais, e uma grande perturbação da linguagem.

Foi estudada por Aloïs Alzheimer e, mais tarde, por outros médicos, vindo a falecer a 8 de Abril de 1906, vítima duma septicémia, secundária a úlceras por pressão e pneumonia.

O cérebro da doente foi enviado a Alzheimer, que procedeu ao seu estudo histológico.

A 4 de Novembro de 1906, apresentou a sua observação anátomo-clínica, com a descrição de placas senis, óvulos neurofibrilares e alterações arterioscleróticas cerebrais.

O trabalho foi publicado no ano seguinte sob o título: «Uma Doença Grave Característica do Cortex Cerebral».

A denominação do quadro clínico como “Doença de Alzheimer” foi introduzida mais tarde por Kraeplin, na oitava edição do seu “Manual de Psiquiatria” em 1910.

Alzheimer descreveu o seu segundo caso em 1911, data em que também aparece uma revisão publicada por Fuller, com um total de 13 pacientes com Doença de Alzheimer, com uma média de idade de 50 anos e uma duração da doença de 7 anos.
As lesões histopatológicas do cérebro de Auguste D puderam ser estudadas de novo e publicadas em 1998 na revista Neurogenetics.

Neste trabalho, não se encontraram lesões microscópicas vasculares, existindo apenas placas amilóides e óvulos neurofibrilares, lesão esta última descrita pela primeira vez por Alzheimer naquele cérebro.

sexta-feira, 29 de outubro de 2010

Conselhos para lidar com uma perda

Ø Fale com os demais a propósito de como se está a sentir.
Ø Mantenha-se em dia com as actividades diárias, para que não se sinta acabrunhado.
Ø Durma suficientemente, com uma dieta bem equilibrada e faça exercício regularmente.
Ø Evite o alcool, que pode fazê-lo sentir-se deprimido.
Ø Logo que possa regresse á rotina normal.
Ø Evite tomar decisões importantes logo de seguida.
Ø Tome tempo para se repôr da perda; para chorar, para não sentir nada, para ter raiva ou para sentir da maneira que está a sentir-se.
Ø Peça ajuda, pois necessita dela.

A etapa final na aceitação da perda é quando começa a voltar a investir o tempo noutras relações e actividades. Durante esse tempo, é normal sentir-se culpado ou deleal com o seu ente querido, pois está a começar novas relações.

É também normal reviver alguns dos seus sentimentos em aniversários, festividades e outras datas especiais.

Quanto tempo dura o luto?

Provavelmente, começará a sentir-se melhor em seis a oito semanas. O processo completo, normalmente, pode durar entre seis a oito semanas. O processo completo, normalmente, pode durar entre seis meses a quatro anos.

Se em qualquer momento sente dificuldades, peça ajuda.

As pessoas que podem ajudá-lo incluem amigos, família, um membro do clero, um psicólogo ou um terapeuta, grupos de apoio e, claro, o médico.

Assegure-se de falar com o seu médico se tem dificuldades para se alimentar, dormir ou concentrar-se e isso persiste após as primeiras semanas.

Podem ser sinais de depressão. O seu médico pode ajudá-lo na depressão, de tal modo que comece a sentir-se melhor.

sábado, 23 de outubro de 2010

Duelo – Fazer frente à doença e à morte

Que é um duelo?

É uma resposta normal e saudável ante uma perda.

Uma das maiores perdas que pode ocorrer, é a morte dum ente querido.

Outras perdas incluem a da saúde, sua ou de alguém querido, o fim duma relação importante, como o matrimónio.

Recuperar duma perda inclui aceitá-la e o significado dela na vida de cada um.

Quais os sentimentos normais dum duelo?

Sintomas dum duelo:

Ø Raiva (Impotência)
Ø Culpar-se a si mesmo
Ø Crises de pranto
Ø Diarreia
Ø Tonturas
Ø Aceleração do ritmo cardíaco
Ø Sentir um nó na garganta
Ø Ter a sensação de irrealidade
Ø Dores de cabeça
Ø Hiperventilação: abrir a boca e inspirar profunda e rapidamente e de seguida soltar um suspiro…
Ø Náuseas
Ø Impossibilidade em organizar-se
Ø Não sentir apetite e perder peso
Ø Agitação e irritabilidade
Ø Tristeza e depressão
Ø Ver imagens da pessoa morta
Ø Sensação de “falta de ar”
Ø Sensação de pressão no peito
Ø Cansaço
Ø Dificuldade em concentrar-se
Ø Dificuldade em dormir

À medida que a pessoa faz frente a uma perda, tem sentimentos diferentes em diferentes momentos. Estes sentimentos incluem:

Choque, negação, raiva, culpabilidade, tristeza e aceitação. Pode alternar dum sentimento a outro.

Por exemplo, precisamente quando parece estar a começar a aceitar a perda, pode voltar a sentir tristeza ou raiva. O duelo pode não desaparecer nunca por completo.

Mas, a dor que se sente, diminuirá com o tempo, à medida que se sobrepõe a estes sentimentos.

sexta-feira, 22 de outubro de 2010

Depressão na terceira dade – I

Porque é difícil reconhecer nesssas pessoas a depressão?

Pode ser difícil discernir entre depressão de demência. Além disso, estas pessoas podem não falar ao médico acerca dos seus sentimentos de tristeza ou ansiedade, por vergonha.

Mas, a depressão não constitui algo do qual deve sentir-se envergonhada, pois não se trata duma debilidade pessoal, mas duma doença que pode tratar-se.

Como se diagnostica a depressão?

Por vezes, os amigos ou familiares reconhecem precocemente a depressão. Se a pessoa sente sintomas de depressão, deve dizê-lo ao médico, não devendo assumir ser capaz de se dar conta de que está depressiva apenas pelo olhar.

O médico fará perguntas acerca dos sintomas, da saúde em geral e da história de problemas familiares.

Como se trata a depressão?

Pode tratar-se comm medicamentos, psiquiatra ou psicólogo ou ambos. Estes tratamentos são muito efectivos.

O medicamento pode tornar-se muito importante para a depressão severa, devendo consultar o médico acerca do tratamento apropriado para cada um.

Que acontece se o médico prescreve um medicamento?

Os medicamentos usados para tratar a depressão, são os antidepressivos. Corrigem o desequilíbrio químico no cérebro causador da depressão.

Estes medicamentos geralmente funcionam muito bem, mas podem causar efeitos secundários, que geralmente diminuem com o tempo.

A actividade dos antidepressivos pode ser imediata, mas pode tomar-se entre seis a oito semanas antes que cada um possa apreciar a totalidade dos benefícios proporcionados. Nunca se deve deixar de tomar um medicamento sem consultar o médico.

E relativamente ao suicídio?

Pensar no suicídio pode fazer parte da depressão.

Qualquer pessoa deprimida, inclusive as pessoas de idade avançada, podem correr o risco de suicídio.

Antes de tomar qualquer decisão, diga ao médico, amigos e família ou chame o INEM.
Os pensamentos acerca do suicídio desaparecerão depois de a depressão ser tratada.

segunda-feira, 18 de outubro de 2010

Depressão na terceira idade

Como obter ajuda e que é depressão?

Algumas vezes, quando as pessoas se sentem tristes, dizem que estão “deprimidas”.

Mas, a depressão é mais que sentir-se triste. É uma doença.

Uma pessoa que tem “depressão maior”, tem a maioria dos sintomas citados abaixo quase todos os dias, todo o dia, durante duas ou mais semanas.

Existe também uma forma de “depressão menor”, que causa sintomas menos graves, ambas tendo a mesma causa e tratamento.

Que causa a depressão?

O corpo humano contém substâncias químicas que ajudam a controlar o temperamento.

Quando o organismo não possui quantidade suficiente destas substâncias, ou quando o cérebro não lhes responde adequadamente, a pessoa pode deprimir.

A depressão pode ser genética, quer dizer, pode ser herdada.

O abuso de drogas ou de alcool também pode conduzir à depressão.

Alguns problemas médicos e medicamentos podem também conduzir à depressão.

A depressão não é uma parte normal do envelhecimento, mas é comum entre as pessoas de 65 ou mais anos de idade.

A reforma, problemas de saúde e perda de entes queridos, são coisas que acontecem às pessoas em estado de idade avançada.

Sentir tristeza nestes momentos, é normal. Mas se os sentimentos persistem e impedem de realizar as suas actividades usuais, deve ser consultado o médico.

Sintomas da depressão:

Ø Não ter interesse ou sentir prezer ao fazer as coisas que desfrutava, inclusive o sexo.
Ø Sentir-se triste ou indiferente.
Ø Chorar facilmente ou sem razão.
Ø Sentir-se inútil ou culpado.
Ø Alterações no apetite e perda de peso.
Ø Dificuldade para recordar coisas, concentrar-se ou tomar decisões.
Ø Dores de cabeça, das costas ou problemas digestivos.
Ø Problemas com o sono ou querer dormir a todo o tempo.
Ø Sentir-se sempre cansado.
Ø Pensar na morte ou no suicídio.

sexta-feira, 15 de outubro de 2010

O que é a depressão?

A depressão é uma doença, tal como a diabetes ou a hipertensão. Os sintomas emocionais e físicos da depressão incluem alguns ou muitos dos que se descrevem:

Ø Sentir-se triste ou chorar com frequência (humor deprimido).
Ø Perder interesse pelas actividades quotidianas que antes eram divertidas.
Ø Alterações no apetite e perda de peso.
Ø Sentir-se agitado ou ter dificuldade para dormir.
Ø Sentir-se agitado, irritável ou melancólico.
Ø Perda de energia.
Ø Sentir demasiada culpabilidade ou sentir não ter valor algum.
Ø Problemas para se concentrar ou tomar decisões.
Ø Pensar na morte ou nosuicídio.
Como saber se estou deprimido?

As pessoas deprimidas apresentam sintomas como os descritos, quase todos os dias, todo o dia durante duas ou mais semanas.

Um humor deprimido e a perda de interesse para realizar actividades diárias, são dois dos sintomas mais comuns.

Quando se sentem alguns dos sintomas da depressão, deve consultar-se o médico, de preferência um psiquiatra sem qualquer preconceito.

Como se trata a depressão?

A depressão pode tratar-se com medicamentos, com apoio psiquiátrico ou e psicológico ou os três.

Os medicamentos chamados antidepressivos podem corrigir o desequilíbrio emocional. Se o médico receita um antidepresivo, devem seguir-se as recomendações dadas acerca de como o tomar.

O médico receitará um antidepressivo que não deve influir com a condição cardíaca.

Estes medicamentos podem demorar algum tempo a começar a funcionar, portanto, deve ter-se paciência.

A opinião que cada um tem de si mesmo e da sua vida, desempenha também um papel na depressão.

O apoio psicológico pode ajudar a identificar e eliminar pensamentos negativos e a substituí-los por pensamentos mais lógicos e positivos.

Que mais posso fazer para ajudar a sentir-me melhor?

Com frequência, a pessoa sente-se deprimida com a inactividade e não está disposta a participar em actividades sociais e recreativas.

A pessoa pode aperceber-se que participar numa dessas actividades melhora o humor.

Relacionar-se com outras pessoas ou participar com o programa de exercícios, pode também ajudar a sentir-se melhor.

Muitas pessoas que sofrem um ataque cardíaco beneficiam tanto física como mentalmente dum programa de reabilitação cardíaca.

Todavia, antes de iniciar algum, consulte o médico sobre o tipo de actividades e programas de exercício adequados para cada caso.

terça-feira, 12 de outubro de 2010

Conselhos aos cuidadores – I

Que acontece se a deambulação se converte num problema?

Algumas vezes, coisas muito simples podem ajudar a melhorar este problema.

Deve permitir-se a deambulação – livremente – em lugar seguro, como um jardim bem arejado.
Ao proporcionar ao paciente um lugar seguro, o cuidador pode evitar ter de o confrontar.

Se isto não funciona, deve-se lembrar-lhe para não passar além de certa porta, colocando o sinal “PARE” na porta ou colocando um móvel na frente da porta.

Um sistema de alarme pode servir como advertência de que o paciente está a tentar sair de certa área.

O sistema de alarme pode ser simplesmente composto por uma quantas latas vazias penduradas duma corda no puxador da porta.

É possível que precise de pôr trancas especiais na porta, mas deve ter-se cuidado porque pode ser mais difícil escapar em caso de incêndio.

Não deve usar-se este método se o paciente tem de ficar em casa sozinho.

Assegure-se de que o paciente use uma pulseira de identificação, para o caso de se escapar de casa.

Depressão Após um Ataque de Coração

Que tem a ver a depressão com um ataque cardíaco?

Tanto como uma em cada três pessoas que sofrem um ataque cardíaco descrevem ter-se sentido deprimidas.

As mulheres, as pessoas que tenham sofrido de depressão anteriormente, e as que se sentem sós e sem nenhum apoio social ou emocional, correm maior risco de se sentirem deprimidas após um ataque cardíaco.

Muitas pessoas com depressão não se dão conta que a têm, tão-pouco buscam ajuda ou recebem tratamento.

Sentir-se deprimido pode fazer com que haja mais dificuldade para recuperar a capacidade física. No entanto, a depressão pode tratar-se.