PORTUSASAS – Associação de Solidariedade e Apoio Social

Na PORTUSASAS - ASAS, pretendemos prestar cuidados a pessoas pobres e carenciadas, afectadas por qualquer tipo de demênca ou Doença de alzheimer. Mas pretendemos também prestar apoio às crianças em situação de risco. Queremos também comparticipar na aquisição de medicamentos pelas pessoas com menores rendimentos, tantas que são…



Precisamos de instalações, não importando o estado em que se encontre o espaço, pois far-se-ão as obras necessárias. Também não imposrta a sua localização, dentro do chamado Grande Porto.



Se alguém nos pode ajudar a «ajudar» quem precisa de nós, agradecemos que nos contacte através do TM. 931767630, o e-mail: portusasas@iol.pt, portusasas@gmail.com.



Não temos nem dependemos, nunca aceitaríamos tal situação, de qualquer partido político, uma vez que o nosso partido são as pessoas que possamos apoiar no dia-a-dia.



sábado, 24 de julho de 2010

Na Doença de Alzheimer

A cada minuto de tristeza perdemos a opotunidade de sermos felizes por 60 segundos.
Diz-me um amigo: «O meu pai está com Alzheimer. Logo ele que, durante toda a vida se dizia “infalível”; logo ele que um dia, ao tentar ensinar-me matemática, disse que as minhas orelhas eram tão grandes que batiam no tecto. Logo ele que repetia, ao longo de 54 anos de convivência, o nome do músculo do pescoço, que aprendeu quando tinha 12 anos e nunca mais se esqueceu: “esternocleidomastóideo”.
O diagnóstico médico ainda não é conclusivo, mas para mim, basta saber que esquece o meu nome, mal anda, bebe por uma palhinha, não consegue terminar uma frase, nem controla já as suas funções fisiológicas e tem famosos delírios paranóides, comuns nas demências tipo Alzheimer. Aliás, fico mais tranquilo face ao «não sei ao certo» dos médicos; prefiro isso ao
«estou absolutamente certo que…», frase que me dá arrepios. Que devemos fazer para evitar todos esses problemas? Como?»
Lendo muito, escrevendo, procurando a clareza das ideias, ciando novos circuitos neurais que venham substituir os afectados pela idade e pela vida.
Que ninguém tente ser infalível nem chegue ao topo, pois dali só há um caminho: descer.
Inventem-se novos desafios, façam-se palavras cruzadas, force-se a memória, correndo atrás dos vazios e lapsos.
Coloque-se a palavra felicidade no topo da lista de prioridades. Sete em cada 10 pessoas com Alzheimer nunca ligaram a isso e viveram vidas medíocres e infelizes – alguns nem tinham consciência disso.
Mantenha-se interessado no mundo, nas pessoas, no futuro, lute. Lute sempre por uma causa, por um ideal, pela felicidade, porque morrer a lutar é melhor que ter a personalidade roubada pelo Alzheimer.

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