PORTUSASAS – Associação de Solidariedade e Apoio Social

Na PORTUSASAS - ASAS, pretendemos prestar cuidados a pessoas pobres e carenciadas, afectadas por qualquer tipo de demênca ou Doença de alzheimer. Mas pretendemos também prestar apoio às crianças em situação de risco. Queremos também comparticipar na aquisição de medicamentos pelas pessoas com menores rendimentos, tantas que são…



Precisamos de instalações, não importando o estado em que se encontre o espaço, pois far-se-ão as obras necessárias. Também não imposrta a sua localização, dentro do chamado Grande Porto.



Se alguém nos pode ajudar a «ajudar» quem precisa de nós, agradecemos que nos contacte através do TM. 931767630, o e-mail: portusasas@iol.pt, portusasas@gmail.com.



Não temos nem dependemos, nunca aceitaríamos tal situação, de qualquer partido político, uma vez que o nosso partido são as pessoas que possamos apoiar no dia-a-dia.



sábado, 31 de julho de 2010

O egocentrismo global

O simulacro existencial da pós-modernidade e suas implicações na actividade admnistrativa e na vida de forma mais ampla, podem ser percebidos a partir de conceitos e valores. A ideologia pós-moderna difunde-se a partir de emissões televisivas para a classe média portuguesa, através dos seus principais aparelhos ideológicos. Os telejornais, as novelas e os constantes “Big Brother Portugal”, liderado por “intelectuais” pós-modernos.
O primeiro, encerra-se num apanhado de informações manipuladas, apresentadas artisticamente e desprovidas de qualquer estímulo ao debate e à reflexão, elementos indispensáveis ao exercício da cidadania democrática, ética e transformadora, por lhe fornecer o seu fundamento factual. Isto significa ressoar o óbvio: que fundamenta o seu posicionamento político e cidadão a partir de dados fornecido pelos telejornais, submete-se ao risco de se constranger, caso participe dum diálogo com pessoas efectivamente informadas do factos que nos afectam e despertam o nosso interesse e estupefacção.
O “Big Brother” é um aparelho que perverte a noção de meritocracia, inerente a uma ética que percebe a justiça como condicionada à competencia de cada um, ou seja, à virtude daquele que soube aproveitar as oportunidades disponíveis na sua busca de qualificação ou mesmo conduta ética: para o vencer, é necessário apenas cair nas boas graças (…), o que significa agir de modo irracional ou “espontâneo”, de maneira que afecte a sua simpatia junto do “público”, ou seja, aquele subconjunto de telespectadores que, além de assistir aos programas, se dispõe a votar pela Internet e telefone, a fim de garantir que os seus preferidos permaneçam no “poleiro da casa” e, no limite, vençam de novo.
As novelas são o golpe final. Fica claro quanto a novela ataca valores caros à felicidade humana: o propósito, a família e a própria ética. Nem sempre se percebe estas concepções existenciais contraditórias: uma, que condiciona a efectividade da vida colectiva, e outra, que acredita que a felicidade individual depende dum rompimento com qualquer compromisso com o bem-estar geral.
Esta oposição revela um importante debate filosófico e administrativo presente na contemporaneidade. Dum lado, o homem como ser “político”, posicionado por Aristóteles (Ética e Nicómaco), segundo o qual a vida só é possível quando o homem usa o seu intelecto de maneira coerente e racional, em busca dum bem colectivo e individual, sendo temperante em relação aos prazeres físicos, para que possa procurar as suas vontades espirituais. Do outro, o homem nezchiano, a “sós consigo”, em busca da sua libertação da própria condição humana, transvalorizando todos os valores para se tornar um super-homem, revelado por ser pura iracionalidade e desejo físico. Para além dos méritos de cada concepção, fica claro que a interpretação vulgar do pensamento nietzchiano acescentou o actual ataqque á racionalidade humana, á família, aos valores humanistas e à própria noção de cidadania. É importante perceber-se que somente vive quem o faz com propósito, com objectivo capazes de nos desafiar a desenvolver as nossas potencialidades em direcção a uma obra que tanto satisfaça as nossas vontades como contribuam para o progresso social.

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