PORTUSASAS – Associação de Solidariedade e Apoio Social

Na PORTUSASAS - ASAS, pretendemos prestar cuidados a pessoas pobres e carenciadas, afectadas por qualquer tipo de demênca ou Doença de alzheimer. Mas pretendemos também prestar apoio às crianças em situação de risco. Queremos também comparticipar na aquisição de medicamentos pelas pessoas com menores rendimentos, tantas que são…



Precisamos de instalações, não importando o estado em que se encontre o espaço, pois far-se-ão as obras necessárias. Também não imposrta a sua localização, dentro do chamado Grande Porto.



Se alguém nos pode ajudar a «ajudar» quem precisa de nós, agradecemos que nos contacte através do TM. 931767630, o e-mail: portusasas@iol.pt, portusasas@gmail.com.



Não temos nem dependemos, nunca aceitaríamos tal situação, de qualquer partido político, uma vez que o nosso partido são as pessoas que possamos apoiar no dia-a-dia.



quinta-feira, 2 de setembro de 2010

Face aos problemas originados pela Demência

Ninguém se debruça, ninguém tenta saber o que se passa com certas pessoas que estão ligadas a certas instituições e que desde há anos que lutam pelo que é justo e útil fazer pelos outros.

Luta-se por instalações onde possa cuidar-se de pessoas com a Doença de Alzheimer e outras demências, cuidar e encaminhar crianças em situação de risco, tantas que existem nessas condições e a quem ninguém liga, mas a cada porta que se bate, a resposta é sempre a mesma. Não há, sabendo-se que sim, que as há, faltando apenas a vontade.

Pessoas que devem merecer todo o cuidado, amparo e carinho, vegetam apenas e ocupam um familiar que deveria poder trabalhar para ajudar com as despesas do lar familiar.

As autarquias fazem ouvidos de mercador e olhos que não querem ver. Uma ou outra Junta de Freguesia interessa-se, mas esbarra com a Câmara que não disponibiliza as instalações e a miséria progride. Nem aqueles que, estando hoje na posse das suas faculdades pensa poder amanha necessitar de apoio e de quem cuide diariamente deles, havendo imensas casas devolutas dispersas pelas cidades. Aliás, dois tipos de miséria; a da doença não cuidada e a causada pelo familiar, geralmente uma filha, que se vê impedida de trabalhar e ganhar a sua vida.

Assiste-se ao cada vez maior pedido de subsídios de terceira pessoa, subsídios por doença e outros para ajuda da compra de medicamentos, mas a autarquia maior mantém-se muda e queda enquanto as pessoas vão acamando e causando maiores desgastes no seio da família.
Todos os dias se pede ajuda nesse aspecto, diariamente se recebe uma resposta evasiva que mais tarde se torna negativa.

Depois de anos de luta cerrada, assiste-se à nomeação da personalidade do ano. Não se quer saber dos mais pobres e necessitados, porque desses a história não falou nunca e jamais o fará. Também se não liga a quem luta ardorosamente para apenas poder cuidar e tratar dessas pessoas. Ah!, se fossem ricos os alvos dessas instituições. Arranjava-se logo umas instalações com o escusado, o luxo, porque o verdadeiro é poderem receber os cuidados que cada ser humano merece, mesmo e sobretudo os mais pobres que, a seu tempo sofreram para construir o país e sofrem hoje com o desprezo de todos aqueles que podiam mas não ajudam.

Doze «Mandamentos» para os cuidadores

1 – Embora não possa controlar o processo da doença, preciso de recordar que posso controlar muitos aspectos de como afecta o meu familiar;

2 – Preciso de cuidar de mim próprio para poder continuar a fazer tudo o que é necessário;

3 – Preciso de simplificar o meu modo de vida para que o meu tempo e energia estejam disponíveis para as coisas que são realmente importantes neste momento;

4 – Preciso de cultivar o dom de deixar os demais ajudar-me, já que cuidar dum familiar afectado por uma qualquer demência é um trabalho muito árduo para uma só pessoa;

5 – Preciso de viver um dia de cada vez em vez de me preocupar com o que possa ou não suceder no futuro;

6 – Preciso de estruturar o meu dia já que um horário consistente me facilitará a vida; a mim e ao meu familiar;

7 – Preciso de ter um bom sentido de humor, uma vez que o riso ajuda a pôr as coisas numa perspectiva mais positiva;

8 – Preciso de recordar que o meu familiar não é difícil de propósito: o que se passa é que o seu comportamento e emoções são distorcidas pela doença;

9 – Preciso de me concentrar e gozar o que o meu familiar pode ainda fazer em vez de me lamentar constantemente sobre o que perdeu;

10 – Preciso de depender cada vez mais doutras relações onde possa encontrar carinho e apoio;

11 – Preciso com frequência de me lembrar a mim mesmo que estou a fazer o melhor que posso neste preciso momento;

12 – Preciso da ajuda duma força superior que penso estar disponível.

Os sinais de alarme, dez, da Doença de Alzheimer difundidos pela Alzheimer’s Association dos Estados Unidos, podem pôr-nos em guarda ao sugerirmos que talvez uma pessoa possa estar a iniciar esta doença, de início habitualmente insidioso.

O motivo da consulta médica pode ser a perda de memória, especialmente a recente.

O paciente não se recorda onde deixou as coisas, incluindo objectos de valor, esquece encontros, recados, deixa as torneiras abertas e o fogão aceso, e não se lembra das pessoas que acaba de conhecer, nem é capaz de aprender a trabalhar com novos electrodomésticos.

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