PORTUSASAS – Associação de Solidariedade e Apoio Social

Na PORTUSASAS - ASAS, pretendemos prestar cuidados a pessoas pobres e carenciadas, afectadas por qualquer tipo de demênca ou Doença de alzheimer. Mas pretendemos também prestar apoio às crianças em situação de risco. Queremos também comparticipar na aquisição de medicamentos pelas pessoas com menores rendimentos, tantas que são…



Precisamos de instalações, não importando o estado em que se encontre o espaço, pois far-se-ão as obras necessárias. Também não imposrta a sua localização, dentro do chamado Grande Porto.



Se alguém nos pode ajudar a «ajudar» quem precisa de nós, agradecemos que nos contacte através do TM. 931767630, o e-mail: portusasas@iol.pt, portusasas@gmail.com.



Não temos nem dependemos, nunca aceitaríamos tal situação, de qualquer partido político, uma vez que o nosso partido são as pessoas que possamos apoiar no dia-a-dia.



terça-feira, 16 de novembro de 2010

Anatomia patológica e histológica

Na Doença de Alzheimer produz-se uma atrofia cerebral progressiva, bilateral e difusa, que começa nas regiões mesiais temporais para afectar imediatamente o neocórtex, sobretudo o temporal, parietal e frontal.

Produzem a lesão e posterior destruição dos neurónios, relacionada com o aparecimento tanto de depósitos insolúveis extracelulares (placas amilóides) como intracelulares.

O elemento fundamental dos depósitos extracelulares é a proteína beta-amilóide, que forma redes neurofibrilares e se agrega constiuindo as placas difusas e as placas neuríticas, estas últimas com núcleo denso e presença de neurites distróficas beta-APP+ (proteína percursora de beta-amilóide imunopositiva).

A beta-amilóide produz-se por uma excisão anómala da APP. Quando a proteína percursora da amilóide é excindida pela a-secretase, que é a via normal, o produto resultante é um péptido solúvel, depois eliminado pelo organismo com facilidade.

Mas, na DA predomina a excisão consecutiva da APP por parte da beta-secretase depois, formando-se então o péptido beta-amilóide insolúvel, que os neurónios excretam para o seu exterior.

Em continuação, as células da Glia (astrócitos e microglia), tentam sem êxito a eliminação da beta-amilóide, gerando-se um processo inflamatório que, junto com o próprio efeito tóxico da beta-amilóide, contribui para lesionar os neurónios.

Quanto aos depósitos intracelulares, constituem a degeneração neurofibrilar, cujo principal componente é a proteína tau que, normal forma as “pontes” que mantêm correctamente unidos os microtúbulos que conformam o citoesqueleto neuronal, mas na DA (em parte pela acção tóxica da beta-amilóide) se produz uma hiperfosforilação anómala da proteína tau, desligando-se o citoesqueleto e dando lugar a uma degeneração neurofibrilar, com a formação e óvulos neurofibrilares.

Os dois tipos de lesões (placas neuríticas e óvulos neurofibrilares) podem encontrar-se também no cérebro de anciãos sãos, e o que realmente marca o diagnóstico histopatológico é a sua quantidade e localização, correlacionando-se o seu número e densidade com a intensidade da demência nestes pacientes.

segunda-feira, 8 de novembro de 2010

Etiologia e epidemiologia – I

No resto dos casos (Doença de Alzheimer complexa ou esporádica) a etiologia é multifactorial, com vários factores de risco que incluem a predisposição genética (evidenciada porque aumenta a frequência se existe um familiar em primeiro grau com a doença e mais ainda se vários), a idade (é mais frequente a partir dos 65 anos, a partir dos quais o risco duplica todos os cinco anos) e factores de risco exógenos, ambientais, que parecem favorecer o seu desenvolvimento, como acontece com os traumatismos craneoencefálicos graves.

Na DA esporádica, nem os factores genéticos nem os ambientais, separadamente, provocam a doença.

Os factores genéticos e ambientais associados entre si, são necessários mas não suficientes, precisando do concurso do factor envelhecimento.

A DA é mais frequente nos sujeitos portadores do alelo E4 da APOE, cromossoma 19, especialmente nos casos homozigóticos para o dito alelo.

Pelo contrário, postulou-se um efeito oposto para o alelo E2 da mesma APOE, que teria portanto um papel protector.

Cada vez mais sombria a evidência epidemiológica de que os factores de risco vascular (diabetes, hipertensão arterial, dietas ricas em gorduras…) e outros, como a intoxicação crónica ligeira por metais como o cobre, favorecem também o desenvolvimento da DA nas pessoas geneticamente predispostas.

Muitos desses factores são controláveis mediante a dieta, a manutenção dum peso corporal adequado e alguns medicamentos, o que incrementa a sua importância epidemiológica.

O mesmo se pode dizer da chamada “reserva Cognitiva”. Os sujeitos com maior capacidade cognitiva natural e adquirida (quociente intelectual, cultura, estudos, participação em actividades intelectuais e em jogos de mesa, baile…) apresentam a doença mais tarde que os de menor Reserva Cognitiva, para igual quantidade de lesões histopatológicas cerebrais da DA, presentes no cérebro.

Duas pessoas podendo ter a mesma quantidade de lesões histoptológicas da DA, mas uma delas pode mostrar-se muito mais demenciada que a outra.

A ideia existente por trás da reserva Cognitiva é que o cérebro tenta compensar activamente a histopatologia.

As pessoas podem, por exemplo, compensar-se melhor mediante a utilização de redes cerebrais alternativas, ou mais eficientes, podendo funcionar com maior normalidade, apesar da sua histopatologia.

Também se vê afectada pela idade, a prevalência, que é de 0,02% nas idades entre os 30 e os 59 anos e passa a ser de 10,8% para as idades compreendidas entre os 80 e os 89 anos.

sexta-feira, 5 de novembro de 2010

Etiologia e epidemiologia

A etiopatogenia da Doença de Alzheimer é múltipla.

É hereditária entre 1 e 5% dos casos (DA genética) por transmissão autossómica dominante de alteração nos cromossomas 1 (presenilina2), 14 (presenilina 1) ou 21 (Proteína percursora de Amilóide, APP), com uma idade de apresentação geralmente anterior aos 65 anos.

Factores genéticos na DA:

Ø Mutações que explicam os cados de DA familiar de início precoce (1 - 5% dos casos)

O – Gene da APP; OMIM – herança mendeliana em linha cromossoma 21.
O – Gene dan presinilina 1 (PSEN 1 (PSEN1; OMIM), cromossoma 14.
O – Gene da presenilina 2 (PSEN2; OMIM), cromossoma 1.

Ø Polimorfismos (variantes genéticas) que podem incrementar a susceptibilidade de padecer da DA esporádica (90 – 95% de todos nos casos).

O – Confirmados:

Ø Alelo E4 do gene da Apolipoproteína E (APOE), (cromossoma 19).

O – Não confirmados universalmente (resultados variáveis nos estudos de réplica):

Ø Gene da a-2 – macroglobulina.
Ø Gene receptor de lipoproteínas de muito baixa densidade (VLDL).
Ø Gene da a-1 antiquimiotripsina.
Ø Gene da butilcolinesterasa k.
Ø Gene de ubiquitina.
Ø Gene da proteína “tau”
Ø Genes mitrocondiais (citocromo-oxidases I e II)
Ø Genes das interleucinas 1ª e 13
Ø Outros, até uns setenta genes.

domingo, 31 de outubro de 2010

Doença de Alzheimer

Trata-se duma demência que conta com mais de cem anos de história.

Em Novembro de 1901 deu entrada no hospital para tratamento de doenças mentais de Frakfurt, uma paciente com 51 anos de idade (Auguste D), com um apelativo quadro clínico com 5 anos de evolução.

Após começar com um delírio celotípico, a paciente tinha sofrido uma rápida e progressiva perda de memória acompanhada de alucinações, desorientação no tempo e no espaço, paranóia, perturbações comportamentais, e uma grande perturbação da linguagem.

Foi estudada por Aloïs Alzheimer e, mais tarde, por outros médicos, vindo a falecer a 8 de Abril de 1906, vítima duma septicémia, secundária a úlceras por pressão e pneumonia.

O cérebro da doente foi enviado a Alzheimer, que procedeu ao seu estudo histológico.

A 4 de Novembro de 1906, apresentou a sua observação anátomo-clínica, com a descrição de placas senis, óvulos neurofibrilares e alterações arterioscleróticas cerebrais.

O trabalho foi publicado no ano seguinte sob o título: «Uma Doença Grave Característica do Cortex Cerebral».

A denominação do quadro clínico como “Doença de Alzheimer” foi introduzida mais tarde por Kraeplin, na oitava edição do seu “Manual de Psiquiatria” em 1910.

Alzheimer descreveu o seu segundo caso em 1911, data em que também aparece uma revisão publicada por Fuller, com um total de 13 pacientes com Doença de Alzheimer, com uma média de idade de 50 anos e uma duração da doença de 7 anos.
As lesões histopatológicas do cérebro de Auguste D puderam ser estudadas de novo e publicadas em 1998 na revista Neurogenetics.

Neste trabalho, não se encontraram lesões microscópicas vasculares, existindo apenas placas amilóides e óvulos neurofibrilares, lesão esta última descrita pela primeira vez por Alzheimer naquele cérebro.

sexta-feira, 29 de outubro de 2010

Conselhos para lidar com uma perda

Ø Fale com os demais a propósito de como se está a sentir.
Ø Mantenha-se em dia com as actividades diárias, para que não se sinta acabrunhado.
Ø Durma suficientemente, com uma dieta bem equilibrada e faça exercício regularmente.
Ø Evite o alcool, que pode fazê-lo sentir-se deprimido.
Ø Logo que possa regresse á rotina normal.
Ø Evite tomar decisões importantes logo de seguida.
Ø Tome tempo para se repôr da perda; para chorar, para não sentir nada, para ter raiva ou para sentir da maneira que está a sentir-se.
Ø Peça ajuda, pois necessita dela.

A etapa final na aceitação da perda é quando começa a voltar a investir o tempo noutras relações e actividades. Durante esse tempo, é normal sentir-se culpado ou deleal com o seu ente querido, pois está a começar novas relações.

É também normal reviver alguns dos seus sentimentos em aniversários, festividades e outras datas especiais.

Quanto tempo dura o luto?

Provavelmente, começará a sentir-se melhor em seis a oito semanas. O processo completo, normalmente, pode durar entre seis a oito semanas. O processo completo, normalmente, pode durar entre seis meses a quatro anos.

Se em qualquer momento sente dificuldades, peça ajuda.

As pessoas que podem ajudá-lo incluem amigos, família, um membro do clero, um psicólogo ou um terapeuta, grupos de apoio e, claro, o médico.

Assegure-se de falar com o seu médico se tem dificuldades para se alimentar, dormir ou concentrar-se e isso persiste após as primeiras semanas.

Podem ser sinais de depressão. O seu médico pode ajudá-lo na depressão, de tal modo que comece a sentir-se melhor.

sábado, 23 de outubro de 2010

Duelo – Fazer frente à doença e à morte

Que é um duelo?

É uma resposta normal e saudável ante uma perda.

Uma das maiores perdas que pode ocorrer, é a morte dum ente querido.

Outras perdas incluem a da saúde, sua ou de alguém querido, o fim duma relação importante, como o matrimónio.

Recuperar duma perda inclui aceitá-la e o significado dela na vida de cada um.

Quais os sentimentos normais dum duelo?

Sintomas dum duelo:

Ø Raiva (Impotência)
Ø Culpar-se a si mesmo
Ø Crises de pranto
Ø Diarreia
Ø Tonturas
Ø Aceleração do ritmo cardíaco
Ø Sentir um nó na garganta
Ø Ter a sensação de irrealidade
Ø Dores de cabeça
Ø Hiperventilação: abrir a boca e inspirar profunda e rapidamente e de seguida soltar um suspiro…
Ø Náuseas
Ø Impossibilidade em organizar-se
Ø Não sentir apetite e perder peso
Ø Agitação e irritabilidade
Ø Tristeza e depressão
Ø Ver imagens da pessoa morta
Ø Sensação de “falta de ar”
Ø Sensação de pressão no peito
Ø Cansaço
Ø Dificuldade em concentrar-se
Ø Dificuldade em dormir

À medida que a pessoa faz frente a uma perda, tem sentimentos diferentes em diferentes momentos. Estes sentimentos incluem:

Choque, negação, raiva, culpabilidade, tristeza e aceitação. Pode alternar dum sentimento a outro.

Por exemplo, precisamente quando parece estar a começar a aceitar a perda, pode voltar a sentir tristeza ou raiva. O duelo pode não desaparecer nunca por completo.

Mas, a dor que se sente, diminuirá com o tempo, à medida que se sobrepõe a estes sentimentos.

sexta-feira, 22 de outubro de 2010

Depressão na terceira dade – I

Porque é difícil reconhecer nesssas pessoas a depressão?

Pode ser difícil discernir entre depressão de demência. Além disso, estas pessoas podem não falar ao médico acerca dos seus sentimentos de tristeza ou ansiedade, por vergonha.

Mas, a depressão não constitui algo do qual deve sentir-se envergonhada, pois não se trata duma debilidade pessoal, mas duma doença que pode tratar-se.

Como se diagnostica a depressão?

Por vezes, os amigos ou familiares reconhecem precocemente a depressão. Se a pessoa sente sintomas de depressão, deve dizê-lo ao médico, não devendo assumir ser capaz de se dar conta de que está depressiva apenas pelo olhar.

O médico fará perguntas acerca dos sintomas, da saúde em geral e da história de problemas familiares.

Como se trata a depressão?

Pode tratar-se comm medicamentos, psiquiatra ou psicólogo ou ambos. Estes tratamentos são muito efectivos.

O medicamento pode tornar-se muito importante para a depressão severa, devendo consultar o médico acerca do tratamento apropriado para cada um.

Que acontece se o médico prescreve um medicamento?

Os medicamentos usados para tratar a depressão, são os antidepressivos. Corrigem o desequilíbrio químico no cérebro causador da depressão.

Estes medicamentos geralmente funcionam muito bem, mas podem causar efeitos secundários, que geralmente diminuem com o tempo.

A actividade dos antidepressivos pode ser imediata, mas pode tomar-se entre seis a oito semanas antes que cada um possa apreciar a totalidade dos benefícios proporcionados. Nunca se deve deixar de tomar um medicamento sem consultar o médico.

E relativamente ao suicídio?

Pensar no suicídio pode fazer parte da depressão.

Qualquer pessoa deprimida, inclusive as pessoas de idade avançada, podem correr o risco de suicídio.

Antes de tomar qualquer decisão, diga ao médico, amigos e família ou chame o INEM.
Os pensamentos acerca do suicídio desaparecerão depois de a depressão ser tratada.

segunda-feira, 18 de outubro de 2010

Depressão na terceira idade

Como obter ajuda e que é depressão?

Algumas vezes, quando as pessoas se sentem tristes, dizem que estão “deprimidas”.

Mas, a depressão é mais que sentir-se triste. É uma doença.

Uma pessoa que tem “depressão maior”, tem a maioria dos sintomas citados abaixo quase todos os dias, todo o dia, durante duas ou mais semanas.

Existe também uma forma de “depressão menor”, que causa sintomas menos graves, ambas tendo a mesma causa e tratamento.

Que causa a depressão?

O corpo humano contém substâncias químicas que ajudam a controlar o temperamento.

Quando o organismo não possui quantidade suficiente destas substâncias, ou quando o cérebro não lhes responde adequadamente, a pessoa pode deprimir.

A depressão pode ser genética, quer dizer, pode ser herdada.

O abuso de drogas ou de alcool também pode conduzir à depressão.

Alguns problemas médicos e medicamentos podem também conduzir à depressão.

A depressão não é uma parte normal do envelhecimento, mas é comum entre as pessoas de 65 ou mais anos de idade.

A reforma, problemas de saúde e perda de entes queridos, são coisas que acontecem às pessoas em estado de idade avançada.

Sentir tristeza nestes momentos, é normal. Mas se os sentimentos persistem e impedem de realizar as suas actividades usuais, deve ser consultado o médico.

Sintomas da depressão:

Ø Não ter interesse ou sentir prezer ao fazer as coisas que desfrutava, inclusive o sexo.
Ø Sentir-se triste ou indiferente.
Ø Chorar facilmente ou sem razão.
Ø Sentir-se inútil ou culpado.
Ø Alterações no apetite e perda de peso.
Ø Dificuldade para recordar coisas, concentrar-se ou tomar decisões.
Ø Dores de cabeça, das costas ou problemas digestivos.
Ø Problemas com o sono ou querer dormir a todo o tempo.
Ø Sentir-se sempre cansado.
Ø Pensar na morte ou no suicídio.

sexta-feira, 15 de outubro de 2010

O que é a depressão?

A depressão é uma doença, tal como a diabetes ou a hipertensão. Os sintomas emocionais e físicos da depressão incluem alguns ou muitos dos que se descrevem:

Ø Sentir-se triste ou chorar com frequência (humor deprimido).
Ø Perder interesse pelas actividades quotidianas que antes eram divertidas.
Ø Alterações no apetite e perda de peso.
Ø Sentir-se agitado ou ter dificuldade para dormir.
Ø Sentir-se agitado, irritável ou melancólico.
Ø Perda de energia.
Ø Sentir demasiada culpabilidade ou sentir não ter valor algum.
Ø Problemas para se concentrar ou tomar decisões.
Ø Pensar na morte ou nosuicídio.
Como saber se estou deprimido?

As pessoas deprimidas apresentam sintomas como os descritos, quase todos os dias, todo o dia durante duas ou mais semanas.

Um humor deprimido e a perda de interesse para realizar actividades diárias, são dois dos sintomas mais comuns.

Quando se sentem alguns dos sintomas da depressão, deve consultar-se o médico, de preferência um psiquiatra sem qualquer preconceito.

Como se trata a depressão?

A depressão pode tratar-se com medicamentos, com apoio psiquiátrico ou e psicológico ou os três.

Os medicamentos chamados antidepressivos podem corrigir o desequilíbrio emocional. Se o médico receita um antidepresivo, devem seguir-se as recomendações dadas acerca de como o tomar.

O médico receitará um antidepressivo que não deve influir com a condição cardíaca.

Estes medicamentos podem demorar algum tempo a começar a funcionar, portanto, deve ter-se paciência.

A opinião que cada um tem de si mesmo e da sua vida, desempenha também um papel na depressão.

O apoio psicológico pode ajudar a identificar e eliminar pensamentos negativos e a substituí-los por pensamentos mais lógicos e positivos.

Que mais posso fazer para ajudar a sentir-me melhor?

Com frequência, a pessoa sente-se deprimida com a inactividade e não está disposta a participar em actividades sociais e recreativas.

A pessoa pode aperceber-se que participar numa dessas actividades melhora o humor.

Relacionar-se com outras pessoas ou participar com o programa de exercícios, pode também ajudar a sentir-se melhor.

Muitas pessoas que sofrem um ataque cardíaco beneficiam tanto física como mentalmente dum programa de reabilitação cardíaca.

Todavia, antes de iniciar algum, consulte o médico sobre o tipo de actividades e programas de exercício adequados para cada caso.

terça-feira, 12 de outubro de 2010

Conselhos aos cuidadores – I

Que acontece se a deambulação se converte num problema?

Algumas vezes, coisas muito simples podem ajudar a melhorar este problema.

Deve permitir-se a deambulação – livremente – em lugar seguro, como um jardim bem arejado.
Ao proporcionar ao paciente um lugar seguro, o cuidador pode evitar ter de o confrontar.

Se isto não funciona, deve-se lembrar-lhe para não passar além de certa porta, colocando o sinal “PARE” na porta ou colocando um móvel na frente da porta.

Um sistema de alarme pode servir como advertência de que o paciente está a tentar sair de certa área.

O sistema de alarme pode ser simplesmente composto por uma quantas latas vazias penduradas duma corda no puxador da porta.

É possível que precise de pôr trancas especiais na porta, mas deve ter-se cuidado porque pode ser mais difícil escapar em caso de incêndio.

Não deve usar-se este método se o paciente tem de ficar em casa sozinho.

Assegure-se de que o paciente use uma pulseira de identificação, para o caso de se escapar de casa.

Depressão Após um Ataque de Coração

Que tem a ver a depressão com um ataque cardíaco?

Tanto como uma em cada três pessoas que sofrem um ataque cardíaco descrevem ter-se sentido deprimidas.

As mulheres, as pessoas que tenham sofrido de depressão anteriormente, e as que se sentem sós e sem nenhum apoio social ou emocional, correm maior risco de se sentirem deprimidas após um ataque cardíaco.

Muitas pessoas com depressão não se dão conta que a têm, tão-pouco buscam ajuda ou recebem tratamento.

Sentir-se deprimido pode fazer com que haja mais dificuldade para recuperar a capacidade física. No entanto, a depressão pode tratar-se.

domingo, 10 de outubro de 2010

Conselhos aos cuidadores

Porque se agitam as pessoas com demência?

A agitação pode ter causas várias. Um alteração súbita ou situações frustrantes podem fazer com que estas pessoas se agitem.

Por exemplo, vestir-se ou dar a resposta errada a uma pergunta, podem ser a causa da frustração.

Ser confrontado com a confusão ou a incapacidade para fazer as coisas devido à demência, pode também ocasionar agitação. Em consequência, a pessoa pode chorar, irritar-se ou agredir, de algum modo, os outros.

Como posso lidar com a agitação?

Uma das coisas mais importantes que pode fazer-se, é evitar as situações que dêm origem à frustração.

É preciso tornar as suas tarefas menos difíceis. Por exemplo, em vez de esperar que se vista, deve ser ajudado a fazê-lo e permitir que vista sozinho um casaco de malha.

Também se deve limitar o número de situações difíceis que a pessoa tenha de confrontar.

Por exemplo, se tomar banho lhe causa problemas, permitir que tome um banho em média por dia, em vez de todos os dias.

Também pode o cuidador elaborar um horário em que as actividades mais difíceis se realizem à hora do dia em que o doente tenda a estar menos agitado.

É de grande utilidade tranquilizar a pessoa com demência frequentemente e evitar contradizê-la.

Que devo fazer se as alucinações constituem um problema?

Se as alucinações não o assustam e não lhe causam ansiedade, não precisa de fazer nada.

É melhor não confrontar o doente com as suas alucinações. Discutir pode irritar a pessoa com demência. Se as alucinações a assustam, pode tentar distraí-la, tentando que se concentre numa actividade agradável.

E se não dorme durante a noite?

Tente uma ou mais das seguintes recomendações se o doente tem dificuldade em dormir:

Ø Tente fazer com que a pessoa saiba a hora. Pode colocar relógios onde possa vê-los.
Ø Abra as cortinas ou persianas para que possa aperceber-se quando é dia e quando é noite.
Ø Limite a quantidade de cafeína consumida.
Ø Tente que o doente faça exercício físico durante o dia, todos os dias.
Ø O quarto deve ser um lugar tranquilo. É mais fácil dormir num quarto onde não há ruído.
Ø Durante a noite, coloque luzes de presença. A obscuridade total pode confundir cada vez mais o doente.
Ø Se o doente sofre de artrite ou outra condição dolorosa, que lhe cause interrupções do sono, pergunte ao médico se pode dar-lhe algum medicamento para as dores antes de se deitar.

sábado, 9 de outubro de 2010

Demências: sinais de alarme – I

Que acontece se tenho alguns destes sinais de demência?

Fale com o médico, que pode fazer exames para determinar se o que se passa consigo tem algo a ver com a demência.

Entretanto, o mais rapidamente possível, deverá falar com o médico acerca das opções de tratamento.

Que acontece se um membro da família apresenta sinais de demência?

Se um familiar apresenta alguns dos sinais de demência, faça com que vá ao médico.

Pode, no entanto, e por conta própria, falar com o médico antes que o seu familiar seja observado.

Então, pode contar ao médico a maneira como está a comportar-se sem ter do i«o envergonhar na sua frente.

Informação e Conselhos para os Cuidadores de Pessoas com Demência

O que é a demência?

É um trantorno cerebral que faz com que seja difícil recordar, aprender e comunicar.

Estas alterações, eventualmente, fazem com que as pessoas com demência deixem de poder cuidar de si próprias.

A demência pode também causar alterações no comportamento e na personalidade.

No início, os lapsos de memória e de clareza do pensamento, podem afectar a pessoa.

Mais tarde, comportamentos perturbadores e outros problemas podem criar uma carga nas pessoas que prestam cuidados e aos demais familiares.

Como se trata a demência?

Algumas causas de demência podem tratar-se. No entanto, uma vez que as células cerebrais foram destruídas, não podem substituir-se.

O tratamento pode desacelerar ou interromper a perda de mais células cerebrais.

Quando a causa de demência não pode tratar-se, o enfoque do cuidado é ajudar a pessoa nas suas actividades diárias e diminuir os sintomas que fazem com que se sinta marginalizada.

Alguns medicamentos podem ajudar as pessoas com demência. O médico de família falará com a pessoa que cuida acerca das opções de tratamento.

sexta-feira, 8 de outubro de 2010

Demência: sinais de alarme

O que é a demência?

É um problema no cérebro que faz com que uma pessoa sinta dificuldades pera recordar, aprender e comunicar. Após algum tempo, isto faz com que a pessoa deixe de poder cuidar de si própria.

A demência pode também fazer com que o humor e a personalidade duma pessoa mude. Ao princípio, a perda de memória e a dificuldade para pensar com clareza, pode incomodar a pessoa com demência.

Aí, podem começar os transtornos comportamentais e outros problemas.

A pessoa com demência pode não se dar conta destes problemas.

Qual a causa da demência?

A demência é causada pela destruição e ou morte das células cerebrais, ou nervosas.

Uma lesão na cabeça, derrame, tumor cerebral ou um problema como a Doença de Alzheimer, pode danificar as células cerebrais. Algumas pessoas têm antecedentes familiares de demência.

Quais os sintomas mais comuns da demência?

Ø Perda da memória recente – Acontece-nos a todos esquecer coisas por momentos, logo nos recordando delas. As pessoas que sofrem de demência esquecem, frequentemente, as coisas mas nunca se recordam. Podem fazer a mesma pergunta uma e outra vez, esquecendo-se que já lhe respondemos a essa pergunta. Nem sequer se lembram de tê-la feito.
Ø Dificuldade para realizar tarefas que são familiares – As pessoas com demência podem preparar uma refeição, mas esquecem-se de a servir, inclusive podem esquecer que a prepararam.
Ø Desorientação no tempo e no espaço – As pessoas com demência podem perder-se na sua própria casa. Podem esquecer como chegaram a certo lugar e como regressar a casa.
Ø Mau juízo – Uma pessoa que não sofre de demência pode distrair-se. Mas as que sofrem de demência podem esquecer as coisas simples, tal como vestir um casaco antes de sair quando está frio.
Ø Problemas com o pensamento abstracto – Qualquer pessoa pode sentir dificuldade para passar um cheque, mas as pessoas com demência esquecem para que são os números e que fazer com eles.
Ø Pôr as coisas fora do sítio – As pessoas afectadas por demência podem colocar as coisas em lugar errado. Podem pôr uma tábua no congelador e o relógio de pulso no açucareiro. Depois, não as encontram e dizem terem sido roubadas.
Ø Alterações do temperamento – Todos somos temperamentais de vez em quando, mas as pessoas com demência podem sofrer alterações bruscas do temperamento e passar de calmas ao choro ou à agitação psico-motora em poucos minutos.
Ø Alterações da personalidade – As pessoas que sofrem de demência podem ter alterações drásticas na sua personalidade. Podem tornar-se irritáveis, desconfiar ou assustar-se.
Ø Perda de iniciativa – Estas pessoas podem tornar-se passivas. Podem não querer ir a outros lugares ou a ver outras pessoas.

quarta-feira, 6 de outubro de 2010

Como diminuir a depressão?

Os medicamentos antidepressivos podem ser muito úteis para as pessoas que sofrem da Doença de Alzheimer e depressão.

Estes medicamentos podem melhorar os sintomas de tristeza e apatia, e podem também melhorar o apetite e os problemas relacionados com o sono.

São medicamentos que não causam habituação. O médico pode também sugerir outros medicamentos que podem ajudar a diminuir outros problemas, como alucinações ou ansiedade.

Que posso fazer para ajudar o meu familiar?

É preciso manter uma rotina para o doente com Alzheimer.

Evitar os ruídos altos e o excesso de estímulos. Um ambiente plácido, com caras familiares e gratas recordações, ajudam-no a aliviar o medo e a ansiedade. São necessárias expectativas realistas acerca do que o doente pode fazer. Esperar demasiado pode fazer com que ambos se sintam frustrados.

Deixe-se o doente ajudar nas tarefas simples e que sejam do seu agrado, tal como preparar alimentos, cuidar de plantas, trabalhos manuais e separar fotografias.

Acima de tudo, é necessário manter uma atitude positiva. Elogios frequentes ao doente podem ajudá-lo a que se sinta melhor, podendo ajudar também o cuidador.

Como pessoa encarregada do cuidado duma pessoa com DA, deve também cuidar de si mesmo.

Se se sente demasiado cansado ou frustrado, será menos capaz de ajudar o doente. Solicite ajuda dos familiares e aigos ou de Instituições Sociais.

Pode encontrar-se alívio (assistência a curto prazo que se ofereça a uma pessoa com DA com o objectivo de permitir que a pessoa encarregada do cuidado descanse), num grupo de cidadãos de terceira idade próximos, numa Associação vocacionada para o efeito.

Basta, em muitos casos, um telefonema para conseguir a ajuda desejada.

segunda-feira, 4 de outubro de 2010

Depressão e Doença de Alzheimer

As pessoas que sofrem da Doença de Alzheimer deprimem?

Sim. A depressão é muito comum entre essas pessoas.

Em muitos casos deprimem ao dar-se conta de que a sua memória e capacidade para funcionar estão a piorar.

Infelizmente, a depressão pode tornar muito mais difícil que uma pessoa com DA seja capaz de funcionar, de recordar coisas e de desfrutar a vida.

Como posso saber se o meu familiar que sofre de DA está deprimido?

Pode ser difícil saber que um familiar esteja deprimido. Deve estar-se atento a alguns sinais típicos da depressão, que incluem:

Ø Não querer mover-se nem fazer nada: apatia.
Ø Expressar sentimentos de pouca autoestima e de tristeza.
Ø Recusar alimentar-se e perder peso.
Ø Dormir demasiado ou muito pouco.

Outros sinais de depressão incluem o choro, demasiada emotividade, tristeza ou agitação e confusão.

A pessoa com DA pode não querer ajudar no seu próprio cuidado pessoal: por exemplo, vestir-se ou tomar os seus medicamentos. Pode afastar-se de casa com mais frequência.

A Doença de Alzheimer e a depressão têm muitos sintomas similares. Pode ser difícil diferenciá-los. Se se pensa que a depressão pode ser um problema para um familiar, deve falar-se com o médico de família.

Como pode o médico ajudar?

Falará com o doente e perguntará ao familiar cuidador ou aos demais membros da família e às pessoas que lhe preestam cuidados, se o doente teve comportamentos novos ou se alterou o seu comportamento.

O médico mandará fazer análises e exames para eliminar outros problemas clínicos.

Pode sugerir medicamentos que ajudem o doente a sentir-se melhor. O médico, além de recomendar que seja observado por um psicólogo – de muita utilidade em determinados casos na DA – pode também recomendar maneiras de como enfrentar os problemas, recomendando grupos de apoio, que podem ser de grande ajuda.

domingo, 3 de outubro de 2010

Instituições de Apoio ao Incapacitado – VII

Quem se responsabiliza pelas despesas necessárias para a apresentação de contas?

Em princípio fica tudo a cargo de quem esteve submetido a tutela, salvo se o juíz não aprovar as contas ou as despesas necessárias para a sua apresentação. O saldo tornar-se-á o interesse legal a favor do tutor ou do tutelado.

Significa, então, a aprovação das contas gerais que já não se podem exercer as acções que reciprocamente possam assistir ao tutor e ao tutelado ou seus familiares em razão da tutela?

Pelo contrário. A aprovação judicial não impede, em absoluto, o exercício das acções correspondentes.

Que acções podem exercer-se?

1 . O tutelado ou seus familiares podem exrcer as suas acções:

Ø Sobre a própria administração do tutor.
Ø Sobre a nulidade dos actos que o tutor tenha realizado sem autorização judicial.
Ø Sobre a rescisão dos contratos realizados pelo tutor sem necessidade de autorização judicial que tenham lesado o património do tutelado, superior a 25% das coisas que foram seu objecto.

2 – O tutor poderá exercer as suas acções:

Ø Por danos e prejuízos que tenha sofrido no exercício da sua função tutelar sem culpa de sua parte e que tenha podido obter doutro modo o seu ressarcimento.

Poderes Outorgados por Pessoas de quem Sobrevive uma Incapacidade

O que é um poder notarial?

É um poder que uma pessoa outorga a favor de outra de sua confiança, para que, com ele mesmo, possa administrar e dispôr dos seus bens.

Ante quem tem de se outorgar este poder?

Este poder é outorgado ante um Notário.

Que pessoas podem outorgar este poder?

Todas as maiores de idade, ou emancipadas, que estejam em perfeito estado das suas faculdades mentais.

Que ocorre quando esse poder se tenha outorgado por uma pessoa que tem as suas faculdades mentais em perfeito estado e, posteriormente lhe surja uma doença que lhe perturbe essas faculdades mentais?

Nestes casos, entende-se que este poder já não é válido, e todos os actoss que se realizem com o mesmo são nulos de pleno direito, pois a vontade da pessoa que outorgou se alterou.

Pode uma pessoa que tem as suas faculdades mentais perturbadas outorgar este poder?

Não. Embora essa pessoa não se encontre judicialmente incapacitada, não pode outorgar este poder, pois o Notário tem que dar fé pública da capacidade da pessoa que está a outorgar o poder, e se se encontra ante uma pessoa que tem perturbadas as suas faculdades mentais, deve negar-se a intervir nesse acto notarial.

§ - Estas disposições legais, como todas as anteriores, dizem respeito a crianças, jovens e adolescentes, assim como a pessoas adultas que sofram de perturbações mentais ou dum qualquer tipo de demência.

sexta-feira, 1 de outubro de 2010

Instituições de Apoio ao Incapacitado – VI

Cabe aos pais designar tutor em testamento estabelecendo o usufruto dos bens do tutelado em troca de alimentos?

Sim. Mas sempre sob o controlo judicial e com a salvaguarda de que o juíz disponha outra coisa em resolução justificada.

Em todo o caso, por alimentos deve compreender-se “tudo o que é indispensável para o sustento, habitação, vestuário e assistência médica, não apenas obrigação genérica de todo o tutor lhe proporcionar alimentos.

Como se extingue a tutela?

· Por adopção do tutelado.
· Por resolução judicial que ponha fim à incapacidade.
· Ao ser ditada a resolução que altere o grau de incapacidade e substituída a tutela por curadoria.

Também:

· Por adopção do tutelado.
· Por recuperação da paternidade que tenha sido privada ou suspensa.

Extingue-se a tutela ao chegar á maioridade o menor que tenha sido incapacitado?

· Não. O tutor continuará no exercício do seu cargo.

Quando cessará o tutor no seu cargo?

Cessrá funções no caso de:

Ø Extinção da tutela.
Ø Revogação.
Ø Escusa aceite.

Em que prazo deve render contas gerais da sua administração o tutor que cesse funções, à Autoridade Judicial?

Em três meses.

Quem pode accionar a acção para exigir a rendição geral desta conta? Prescreve esta acção?

Podem accioná-la:

Ø O tutelado.
Ø Seus familiares.
Ø Os titulares da paternidade recuperada ou em caso de adopção.
Ø O novo tutor, em caso de revogação ou escusa aceite.

· A acção prescreve ao fim de cinco anos.

terça-feira, 28 de setembro de 2010

Instituições de Apoio ao Incapacitado – V

Requerem autorização judicial a partilha da herança e a divisão de coisa comum?

Não, mas requerem aprovação judicial posterior.

Pode o tutor decidir por si mesmo o internamento num estabelecimento ou de educação ou formação especial?

Nâo. Requer autorização judicial.

Requer também autorização judicial prévia o internamento do tutelado em caso de urgência?

Entende-se que não. Neste caso, o tutor que tenha disposto a medida, ou a instituição psiquiátrica dará conhecimento ao juíz, quanto antes e, em todo o caso, dentro do prazo de vinte e quatro horas.

Excepcionalmente, o juíz autorizará, neste caso, o internamento a posteriori.

O juíz, com a independência da informação sobre a situação do incapacitado, que deverá ser fornecida anualmente pelo tutor, receberá e avaliará a informação sobre a necessidade de prosseguir o internamento, quando o considere pertinente e, em todo o caso, cada seis meses, examinando por si próprio a pessoa e tendo em conta o parecer clínico.

À vista disto, decidirá procedente a continuação ou não do internamento.

Tem o cargo tutelar direito a ressarcimento dos danos e prejuízos que possa sofrer, com o seu cargo, o património do tutelado?

Sim, mas tem que se dar os seguintes requisitos:

· Que acredite o presjuízo e a sua quantia.
· Que acredite o nexo entre o prejuízo e o exercício do cargo tutelar.
· Que não tenha havido “dulpa” de sua parte.
· Que não possa obter o ressarcimento doutro modo.

Que se proíbe expressamente ao cargo tutelar?

Ø Receber verbas do tutelado ou de seus familiares.
Ø Adquirir bens do tutelado a título oneroso.
Ø Transmitir bens do tutor ao tutelado a título oneroso.
Ø Representar o tutelado em caso de conflito de interesses.

Pode o tutor receber retribuição pelo exercício do seu cargo?

O desempenho da tutela é sempre um dever muito gravoso e no caso de doente mental crónico requer pessoal profissional adequado.

A administração dos seus bens requer também pessoal especializado.

O legislador previu o direito do tutor de receber uma retribuição, mas recomenda ao juíz a fixação da sua importância, tendo em conta o trabalho a realizar e o valor da rentabilidade dos seus bens, procurando que a retribuição não seja abaixo dos 45 nem exceda os 20% do rendimento líquido dos bens.

domingo, 26 de setembro de 2010

Instituições de Apoio ao Incapacitado – IV

Em que consiste o exercício da tutela?

O tutor é o representante legal do tutelado.

· No aspecto pessoal deve velar pelo tutelado, e em particular proporcionar-lhe:

Ø Alimentação.
Ø Educação e formação adequadas.
Ø A recuperação da capacidade do tutelado e sua melhor inserção na sociedade.

· No aspecto patrimonial é o administrador legal do património do tutelado. Para os actos de administração extraordinária e dispositivos, requer autorização judicial.

Quais os actos que requerem autorização judicial?

· Classificam-se como Actos de Administração Extraordinária:

Ø As despesas extraordinárias dos bens.
Ø Solicitação em nome do tutelado, salvo nos assuntos urgentes ou de pequena quantia.
Ø Ceder bens em arrendamento por tempo superior a seis anos.
Ø Dar e receber dinheiro a juros.
Ø A cedência a terceiros dos créditos que o tutelado tenha contra o tutor.
Ø A aquisição, pelo tutor, dum crédito a título oneroso dos créditos a terceiros contra o tutelado.
Ø A aceitação duma herança sem ter em conta o benefício do inventário.

São actos dispositivos:

Ø A alienação de bens imobiliários, estabelecimentos comerciais ou industriais, objectos preciosos e valores imobiliários dos incapacitados. Exceptua-se a venda de direitos de subscrição, que é considerada administração ordinária.
Ø A celebração de contratos ou realizar actos de carácter dispositivo e que sejam susceptíveis de inscrição (entende-se em Registos Públicos de Propriedades ou Comerciais…)
Ø Renunciar direitos, assim como transigir ou submeter a arbitragem questões em que o tutelado estivesse interessado.
Ø Repudiar heranças ou liberdades.
Ø Dispôr a título gratuito de bens ou direitos do tutelado.

sábado, 25 de setembro de 2010

Instituições de Apoio ao Incapacitado – III

Como se garante o exercício dos cargos tutelares?

Mediante vigilância e controlo judicial.

1 – Na Constituição da tutela.

A Autoridade judicial dará posse do cargo ao tutor nomeado. O juíz pode não se ater à oredem de “tutores preferenciais”, alterando-a ou prescindindo dela e nomeando quem considere “mais idóneo” em benefício do tutelado e sempre mediante resolução justificada.

2 – No exercício da tutela.

O juís pode estabelecer as medidas de vigilância e controlo que estime oportunas e pode requerer ao tutor, em qualquer momento, informações acerca da situação do incapacitado e do estado da administração.

3 – No render de contas.

O tutor deve render contas ao juíz em diferentes momentos:

Ø Anualmente, deverá informar o juíz sobre a situação do menor ou incapacitado e sobre a administração dos seus bens.
Ø Em qualquer momento desde que exigido pelo juíz.
Ø Ao cessar no exercício da tutela.

· A fiança.

Fica ao critério do juíz exigir ao tutor a constituição duma fiança que garanta o cumprimento das suas obrigações. Mas não costuma fazê-lo quando o tutor age por considerações humanitárias.

· O inventário dos bens do tutelado.

É obrigatório. O prazo para o apresentar é de sessenta dias desde a tomada de posse do tutor.

· O depósito

O dinheiro, objectos preciosos e valores mobiliários ou documentos que o juíz considere não deverem ficar em poder do tutor, serão depositados em estabelecimento destinado ao efeito, sob decisão do juíz.

quinta-feira, 23 de setembro de 2010

Instituições de Apoio ao Incapacitado – II

Pode um tutor ser destituído?

Sim. Quando depois de deferida a tutela:

· Incorra em causa legal de inaptidão.
· Se conduza mal no desempenho da tutela, por incumprimento dos deveres pr´prios ao cargo.
· Surjam problemas de convivência graves e continuados.

Pode um tutor escusar-se do desempenho do cargo?

Sim, pode, sempre que se torne excessivamente gravoso o seu exercício (razões de idade, doença, ocupações pessoais ou profissionais, por falta de vínculos… ou outra causa) para as pessoas físicas.

Ou quando careça de meios suficientes para o adequado desempenho da tutela, as pessoas jurídicas. O interessado que alegue a escusa deverá fazê-lo no prazo de quinze dias a contar desde a data em que teve conhecimento da sua nomeação.

Quem se ocupa de tutelar o incapacitado enquanto tramita o procedimento de remoção ou escusa do tutor?

Depende:

Ø Pode continuar a exercer o cargo o tutor removido ou aquele que apresente escusa.
Ø Também pode, o juíz, nomear um defensor judicial que o substitua.
Ø Na escusa inicial (quando o tutor não tenha aceite o cargo) será o Ministério Público, podendo o juíz nomear um administrador provisório dos bens.

Que ocorre com os bens que tenham sido deixados pelo testador ou tutor em consideração à sua nomeação?

Depende:

· Se o tutor se escusa a tempo da sua delação, perde-os.
· Se a escusa surge, não se aplica esta sanção e retém-nos.

quarta-feira, 22 de setembro de 2010

Instituições de Apoio ao Incapacitado – I

Que acontece no caso de não haver nenhuma das pessoas antes mencionadas?

O juíz designará tutor quem, pelas suas relações com o tutelado e em benefício deste, considerar mais idóneo.

Por quantas pessoas pode ser exercida a tutela?

Por um só tutor, salvo:

· Quando ocorram circunstâncias especiais na pessoa do tutelado ou do seu património, convenha separar, com cargos distintos, o tutor da pessoa e dos bens.
· Quando a tutela corresponda ao pai e à mãe.
· Se se designa alguma pessoa tutor dos filhos de seu irmão e se considera conveniente que o cônjuge do tutor exerça também a tutela.
· Quando o juíz nomeia tutores as pessoas que os pais do tutelado tenham designado em testamento ou documento público notarial para exercer conjuntamente a tutela.

O juíz tem de respeitar a nomeação de tutor feito pelos pais em testamento ou escritura pública?

Não. O testamento vincula o juíz a constituir a tutela salvo se o beneficiário do tutelado exija outra coisa e, assim o disponha em resolução justificada.

Pode qualquer pessoa dispôr de bens a título gratuito a favor dum incapacitado estebelecendo as regras de administração compreenda a ordinária e a extraordinária,mas não a disposição dos bens, que só o tutor possui com autorização judicial.

Quais as causas de inaptidão que impedem ser tutor?

1 – Por razões de imoralidade:

Ø Os privados ou suspensos dos direitos civis e do seu exercício, ou dos direitos e guarda e educação, por resolução judicial.
Ø Os excluídos duma tutela anterior.
Ø Os condenados por delito que faça supôr fundamentadamente que não desempenharão bem a tutela.

2 – Por razões mde impossibilidade:

Ø Os que estiverem a cumprir uma pena privadora de liberdade.
Ø As pessoas em que haja impossibilidade absoluta (física e psíquica).

3 – Por razões de desconfiança:

Ø As pessoas com mau comportamento e sem modo de vida conhecido.
Ø As pessoas que tiveram inimizade manifesta com o incapacitado.
Ø As pessoas que tiveram grave oposição de interesses com o incapacitado.
Ø As pessoas falidas não reabilitadas (a não ser que a tutela seja só da pessoa e não do património).

4 – Por proibição dos projenitores:

Ø Os excluídos expressamente pelo pai ou pela mãe nas suas disposições acerca da tutela do filho incapacitado.

terça-feira, 21 de setembro de 2010

Instituições de Apoio ao Incapacitado

Qual é a natureza jurídica da função tutelar?

É concedido ao tutor poder para cumprir um dever, que se exerce em benefício do tutelado e estará sob a salvaguarda da autoridade judicial.

Quais são as instituições de apoio aos incapacitados?

· A Tutela.
O tutor supre a capacidade de agir pelo incapacitado.
· A Curadoria.
O curador complementa-a em determinados actos estabelecidos pela sentença.
· O Defensor Judicial.
· Faz função o tutor, provisoriamente, em caso de conflito de interesses, vazio de tutela e nos demais casos previstos no Código Civil.
O apoio de facto produz, por vezes, certos efeitos legais favoráveis ao presumível incapaz.

O que é requerido para se tutor?

1 – Se o tutor é pessoa física:

Ø Que se encontre em pleno exercício dos seus direitos civis.
Ø Que se dê a “idoneidade para ser tutor”, quer dizer, que não esteja incurso nas “causas de inaptidão” previstas no Código Cuvil.

2 – Se o tutor é pessoa jurídica:

Ø Que “não tenha fins lucrativos”.
Ø Que tenha por fim “a protecção de menores e incapacitados”.

Requer também:

· Que não existam as pessoas estebelecidas no Código Civil como “tutores preferenciai”.
· Ou que existindo, o juíz prescinda deles em benefício do incapacitado mediante resolução motivada (justificada).

Quais são os tutores preferenciais?

1 – O cônjuge que conviva com o tutelado.
2 – Os pais.
3 – A pessoa designada pelos pais em testamento (ou Escritura Pública).
4 – O descendente, ascendente ou irmão designado pelo juíz.

Tem que ter-se a esta ordem?

Não. O juíz pode alterá-la ou prescindir dela em resolução justificada sempre que o seu juízo o exija em benefício do incapacitado.

domingo, 19 de setembro de 2010

Disposições legais – II

Pode esperar-se obter uma sentença para que o presumível incapaz beneficie de protecção judicial?

Não. O juíz, em qualquer estado de procedimento, pode adoptar as medidas necessárias para a adequada protecção do presumível incapaz ou do seu património.

Quais são essas medidas cautelares?

Todas as que o juíz considere necessárias. Por exemplo:

· Respeito pela pessoa.

Ø O seu internamento não voluntário num hospital psiquiátrico.
Ø Tratamento médico adequado.
Ø Cuidados especiais…

Quanto ao seu património:

Ø Nomear um administrador provisório dos seus bens.
Ø Depósito dos bens móveis ou valores mobiliários num estebelecimento destinado ao efeito.
Ø A indisponibilidade de contas correntes.

É necessária uma autorização judicial prévia para internar uma pessoa com transtornos psíquicos?

Sim. O internamento por razões de problemas psíquicos duma pessoa que não esteja em condições de decidir por si, embora esteja submetida a tutela, requer a prévia autorização judicial.

Qual o juíz competente para autorizar esse internamento?

O juís da área onde resida a pessoa afectada pelos transtornos que necessite de internamento.

Que acontece se o internamento deve realizar-se com carácter urgente?

Neste caso, poderá realizar-se o internamento sem autorização, mas o responsável pela instituição em que se tenha produzido o internamento, deverá dar conhecimento no prazo de 24 horas ao juíz competente, para que se proceda á ratificação da medida.

Em que consiste o regime de protecção que estabelece a sentença de incapacidade?

O incapacitado pode ficar submetido a uma das seguintes quatro possibilidades:

· Tutela prolongada a menor incapacitado que alcança a maioridade.
· Tutela devidamente habilitada. Caso do filho de maior idade, solteiro e que vive com os pais.
· Tutela. O tutor supre a capacidade de agir pelo incapacitado e é o seu representante legal e administrador dos seus bens.
· Curadoria. O curador só tem que assistir ou complementar a capacidade de agir pelo incapacitado, autorizando actos declarados pela sentença. Não é o seu representante legal.

Como se dá publicidade face a terceiros da sentença por incapacidade?

A resolução judicial tem de ser inscrita no registo Civil. Também se pode inscrever noutros registos, como por exemplo o predial…

sábado, 18 de setembro de 2010

Disposições legais - I

Podem os menores ser incapacitados?

Sim, se ocorre alguma causa de incapacidade e se prevê, razoavelmente, que a mesma persistirá depois de atingir a maioridade.

Quem pode solicitar a incapacidade de menores?

Aqueles que exerçam a tutela sobre eles.

Qual é o procedimento a seguir para incapacitar uma pessoa?

Trata-se dum processo declarativo ordinário verbal com determinadas especialidades.

Qual é o juíz competente para conhecer os pedidos sobre a incapacidade?

Um juíz de Primeira Instância da área de residência do presumível incapaz.

O presumível incapaz tem de comparecer em juízo?

Não é necessario, mas pode fazê-lo. Neste caso, deverá comparecer com o seu próprio advogado e procurador.

Se não comparecer, quem representa o presumível incapaz em juízo?

Defende-o ou representa-o o Ministério Público.

E no caso de que os familiares que possam promover a incapacidade não existirem ou não o façam, e o promotor do procedimento for o Ministério Público?

Nesse caso, será o Ministério Público quem promove o procedimento, o juíz designa um Defensor judicial para o presumível incapaz.

Que provas e audiências preceptivas se praticam nos processos de incapacidade?

O juíz ouve os familiares mais próximos do presumível incapaz, examina-o por si mesmo e solicita exames periciais (médicos) pertinentes.

Que efeito tem a sentença de incapacidade?

A sentença determina a sua extensão e limites, e estabelece o regime de protecção (tutela, curadoria ou guarda) a que fica submetido o incapacitado.

Mesmo assim, esta sentença nomeará uma pessoa que deve assistir e representar o incapaz e velar por ele.

quinta-feira, 16 de setembro de 2010

Disposições legais

Capacidade

Há duas classes de capacidade: capacidade jurídica e capacidade para decidir.

A capacidade jurídica supõe a aptidão das pessoas para a manutenção do gozo dos seus direitos, e também a aptidão para ser titular de direitos e obrigações. Supõe uma posição estática da pessoa Tê-se pelo facto de nascer e não se perde até à morte.

A capacidade de decisão supõe a aptidão para o exercício desses direitos. Implica a possibilidade de realizar actos jurídicos, quer dizer, supõe uma posição dinâmica do sujeito.

Que é incapacidade?

É a privação ou restrição da capacidade para decidir duma pessoa.

Quem declara a incapacidade?

Só pode ser decretada por um órgão jurisdicional, mediante uma sentença.

Quando pode um juíz emitir uma sentença de incapacidade?

Quando concorrem as causas estabelecidas na lei.

Quais são essas causas de incapacidade?

As doenças ou deficiências persistentes de carácter físico ou psíquico que impeçam a pessoa de se governar a si própria.

Pode recuperar-se a capacidade uma vez ditada a sentença de incapacidade?

Sim. Uma nova sentença pode deixar sem efeito ou alterar o alcance da incapacidade já estabelecida, quando surjam novas circunstâncias.

Quem pode promover a declaração de incapacidade ou a declaração de recuperação da capacidade?

O cônjuge ou quem se encontre em situação de facto similar, os descendentes e em defeito destes, os ascendentes ou irmãos do presumível incapaz.

E se estas pessoas não existem ou não a solicitam?

Deverá ser promovida pelas autoridades.

Como sabem as autoridades que uma pessoa pode estar numa possível situação de incapacidade?

Deverão pô-las ao corrente:

Ø Os funcionários e autoridades que tiverem conhecimento através do seu cargo. (Médicos, enfermeiros…)
Ø O juíz competente, nos mesmos casos, quando adopte meios cautelares a favor do prsumível incapaz.
Ø Qualquer pessoa que conheça os factos.

quarta-feira, 15 de setembro de 2010

Hiperactividade e deambulação constante

Nesta situação, própria das primeiras fases, dev agir-se:

· Procurar uma actividade física normal: passeios, participação nas actividades quotidianas…
· Averiguar se o paciente tem estes comportamentos por aborrecimento e tentar evitá-lo, oferecendo-lhe alternativas que lhe agradem.
· Mostrar-lhe frequentemente carinho e uma presença próxima, mediante o tacto e carícias.
· Se, apesar destas medidas a deambulação persiste, oferecer-lhe um calçado cómodo e silencioso, dar-lhe uma rota segura, como um longo passeio, e deixá-lo fazer…

Hipoactividade

É uma situação em etapas avançadas e pode acarretar uma deterioração importante dos sistemas corporais.
À medida que a mobilidade diminui, os tempos de encaminhamento são cada vez maiores, o que pode conduzir ao aparecimento de complicações cardiocirculatórias, respiratórias, urinárias, digestivas, cutâneas…
As acções que devemos empreender nesta altura são do tipo de:

Incentivar a mobilização tanto activa como passiva:

Ø Desenhar e executar um programa de alterações posicionais na cama.
Ø Mobilizar e massajar as regiões lombar e dorsal para facilitar o retorno da circulação venosa.
Ø Manter um bom alinhamento corporal, utilizando se necessário, a ajuda de almofadas e coxins…

Desenhar e manter um programa de alterações posicionais na cama, que contemple todas as posições tendo em consideração factos como:

Ø O chamado decúbito prono, ou de boca para baixo, é mal suportado.
Ø As horas de ingestão devem coincidir com o decúbito de boca para cima.
Ø Colocar com o tronco elevado se houver complicações respiratórias.
Ø Retirar a almofada se hover problemas de úlceras por pressão.
Ø Elevar os pés da cama para evitar os edemas nos pés e pernas e activar a circulação.
Ø Se possível, deixar descansar o enfermo e cuidador de noite.

· Proteger a integridade da pele mediante uma higiene cuidadosa, hidratação corporal com cremes hidratantes e protecção dos ossos salientes. Não massajar zonas do corpo com alcool.
· Cuidar da nutrição, assegurando-se duma ingestão correcta de proteínas e fibra, não descuidando os líquidos.
· Controlar e cuidar dos problemas de incontinência e obstipação.
· Continuar, enquanto for possível, com o levantamento, cuidando da segurança do enfermo e do cuidador.

segunda-feira, 13 de setembro de 2010

Incontinência urinário/fecal

Pode surgir mais tardiamente que a vesical e pode tentar controlar-se com medidas como:

· Estabelecer uma rotina de defecação, estebelecendo um horário e ou uma situação (após o pequeno almoço, o banho…) para evacuar e comprovar que evacua.
· Identificar se o doente realiza algum preâmbulo antes da evacuação: inquietação, agitação, alguma palabra ou som..., e se assim é, pô-lo imediatamente na sanita quando se produza.
· Manter o paciente na sanita o tempo suficiente para que se possa produzir a evacuação – cerca de 20 minutos – nem que para isso tenha de utilizar algum sistema acessório de segurança: barras de sujeição, suportes…
· Procurar uma ingestão de nutrientes e líquidos correcta.
· Se o paciente precisa de usar absorventes, fazer com que a sua mudança seja o mais asséptica possível.
· Não permitir que o paciente permaneça com o absorvente sujo e realizar uma higiene cuidadosa após cada deposição.

Se a incontinência fecal é secundária a uma obstipação pertinaz, com presença frequente de gases, que é uma situação comum em fases avançadas da demência, proceder do seguinte modo:

A obstipação (prisão de ventre) é muito frequente sobretudo se o enfermo faz uma alimentação pobre em fibras, uma ingestão de líquidos não muito aceitável, uma actividade física reduzida…

A prevenção é o melhor remédio e para a activar contra os factores de risco, quer dizer, contra a alimentação muito refinada, contra a má hidratação, contra a falta de actividade física…

Devem tentar-se medidas para facilitar a evacuação de forma natural, tais como:

Ø Dar um copo de água tépida em jejum.
Ø Aplicar massagens abdominais.
Ø Manter enquanto possível o uso da sanita.
Ø Não utilizar laxantes sem prescrição médica e valorizar a necessidade de utilizar, por exemplo, supositórios de glicerina.
Ø Colocar o paciente em decúbito lateral esquerdo.
Ø Se há gases, tentar abrandá-los, e se há obstipação séria será necessário extrair as fezes a nível rectal.

domingo, 12 de setembro de 2010

Incontinência urinária

O aparecimento da incontinência, bruscamente, pode ter uma causa distinta do processo demencial.

Pode tratar-se duma infecção, do efeito de algum medicamento…

Neste caso deve-se, pois, procurar tentar saná-la. E se a incontinência se torna frequente, além de consultar o médico, deve agir-se do seguinte modo:

· Tentar evitar que se urine, não fazer comentários nem ralhetes.
· Assinalar o quarto de banho com uma indicação gráfica na porta.
· Libertar o acesso ao quarto de banho de objectos que dificultem a passagem.
· Sinalizar o percurso desde o quarto ao WC com luzes piloto nocturnas e deixar a luz do quarto acesa durante a noite.
· Procurar que o doente urine antes de se deitar e, se se considerar necessário, reduzir a ingestão de líquidos nas últimas horas da tarde.
· Determinar a frequência da eliminação vesical e acompanhá-lo ao quarto de banho sempre que se preveja que o paciente vai urinar, o que pode acontecer de 2 em 2 horas.

Quando o enfermo necessitar de absorventes (fraldas), situação que se deve atrasar ao máximo, deve-se:

· Fazer um estudo sério das marcas, modelos, tamanhos e capacidade de absorção.
· Procurar que durante o dia, enquanto for possível, continue a usar a sua roupa interior habitual, embora com o absorvente.
· Recordar, sobretudo em senhoras, que quando se dea proceder à mudança, o sujo deve sempre tirar-se por trás e o limpo deve colocar-se de frente para trás.
· Se a incontinência é só vesical, valorizar a alternativa de utilizar um colector de urina com barões.

sábado, 11 de setembro de 2010

O doente já precisa que lhe dêem de comer

Chega o momento em que o paciente apresenta incapacidade para levar a comida á boca. Por isso, tem de se lhe dar de comer. Para isso:

· Sentá-lo completamente recto e colocar-lhe uma babete.
· Sentar-se na sua frente, ligeiramente de lado e, se estiver inclinado para a frente, fazê-lo a um nível ligeiramente inferior.
· Administrar a comida de modo a que possa mastigá-la e engoli-la.
· Administrá-la lentamente e velar para que engula a que tem na boca antes de lhe dar mais.

O paciente apresenta problemas em mastigar

Neste caso:

· Recorrer à alimentação ralada, lembrando-se no entanto de que deve continuar a ser completa, variada e equilibrada.
· Administrar a comida com uma colher, seringa ou mesmo biberão, segundo for necessário, mas cuidar sempre a preparação, temperatura, a velocidade de ingestão.
· Colocar o doente em posição o mais natural possível para comer, quer dizer, o mais sentado possível.
· Se a administração é com seringa, colocar esta no centro da boca e da língua e pressionar ligeiramente para baixo, ao mesmo tempo que se pressiona o êmbolo.

O doente tem dificuldades para engolir

· Utilizar alimentos pastosos ou espessos, uma vez que os engasgamentos são mais frequentes com os líquidos.
· Em caso de engasgamento, tentar extrair o alimento da zona da faringe com os dedos ou,se necessário, pegar no doente por trás e dar-lhes golpes com ambos os punhos na pnta do esterno.
· Valorizar junto do médico a necessidade e conveniência de colocação de sonda nasogástrica.

sexta-feira, 10 de setembro de 2010

Quando o paciente nega beber

Além de muitas das recomendações já feitas, deve procurar-se:

· Procurar todos os dias uma desculpa para a ingestão repetida de líquidos.
· Proporcionar líquidos em recipientes opacos e herméticos: sumos, batidos… todos sem açucar.
· Oferecer alternativas ao líquido tradicional. Frutas sumarentas, pudins, gelados, gelatinas…

O doente quer comer continuamente.

É uma situação que pode ser devida ao aborrecimento, pelo que é muito importante que o doente tenha sempre programadas actividades diárias para fazer.

Podem levar-se a cabo acções como:

· Procurar refeições pequenas, repartindo a totalidade da comida que deva ingerir em mais tomas.
· Dar comidas baixas em calorias: frutas, líquidos, verduras, produtos desnatados…
· Não discutir com o paciente e entretê-lo se possível com outras actividades.
· Utilizar comidas com certo grau de dificuldade de ingestão: verdura partida muito fina, tiras de hortaliças…
· Engole quase sem mastigar, servir a comida morna e utilizar alimentos de fácil digestão.
O paciente apresenta apraxia para a execução de actividades alimentares.

Se o doente esqueceu o uso dos talheres ou apresenta apraxia para a realização de actividades básicas, como cortar, descascar.., tente-se:

· Utilizar talheres de plástico.
· Servir a alimentação em pratos e copos inquebráveis.
· Servir a comida em pequenos bocados, fáceis de comer.
· Deixar que coma com as mãos, proporcionando-lhe neste caso comida adaptada: croquetes, almôndegas, rissóis…

quarta-feira, 8 de setembro de 2010

Dificuldade em expulsar secreções

É uma situação muito comum nas fases média e final da DA. O paciente pode sentir dificuldades para expulsar as secreções das vias aéreas, sendo uma das mais graves e perigosas complicações. Se tal acontece, devem pô-se em marcha acções tais como:

· Procurar um ambiente saudável e húmido. Um humidificador ou um recipiente de porcelana de boca larga com água, devem estar no quarto do paciente.

· Cuidar da hidratação e dar-lhe, pelo menos, 1,5 litros de água por dia.

· Levantar o doente, enquanto for possível, diariamente.

· Colocar diariamente na posição de boca para baixo.

· Dar pancadinhas com a mão aberta no torax posterior do paciente, com o objectivo de despegar as secreções mucosas da parede bronco-pulmonar.

O paciente já se esqueceu de como preparar a comida!

· Se o paciente já se esqueceu de como se prepara uma dieta correcta, a elaboração duma lista, por exemplo semanal, com uma série de menus tipo à base de dietas completas, equilibradas e variadas, pode ser a solução.
· Elaborar, mesmo assim, um guia de receitas com as comidas mais usuais para o paciente.
· Procurar que o doente participe em todas as actividades que possa em relação à alimentação; compra, preparação, pôr a mesa…
· Ao mesmo nível de interesse, deve fazer-se com que o doente realize, todo o tempo que possa, as actividades mencionadas, ajudar na confecção da alimentação, pôr a mesa, recolher pratos e talheres, embora devam fazer-se algumas modificações em casa.

O paciente nega-se a comer!

Se o paciente, de forma sistemática, se nega a comer, deve-se:

· Vigiar que não exista nenhuma dificuldade para ele: prótese em mau estado, lesões na boca…
· Procurar comidas partilhadas e que no momento da refeição seja agradável e se sinta relaxado.
· Dar ao doente a mesma comida que ao resto da família.
· Procurar respeitar ao máximo os seus gostos anteriores.
· Servir a refeiçãode modo agradável e preparada de forma que resulte apetitosa.
· Não discutir com o paciente nem tentar forçar a sua alimentação.
· Se é necessário aumentar o valor energético das poucas tomas que realize, acrescentando aos pratos alimentos enriquecidos: sumo de carne, ou uma colher de leite em pó, complemntos farmacológicos…
· Fixar um horário de refeição estável para facilitar o hábito.
· Identificar o acto da refeição realizando antes de cada toma um ritual, que o identifique com esta: lavar as mãos, pôr a mesa…
· Fazer da refeição um acto rotineiro; mesmo lugar à mesa, mesma cor da toalha, mesmos pratos…
· Servir os pratos um a um. Se retém a comida na boca, a mastiga sem engolir, dar-lhe alimentos mais líquidos e que estimulem a salivação e, se necessário, massajar o pescoço a nível médio, tentando forçara deglutição.
· Tentar evitar reacções adversas; choro, gritos…

segunda-feira, 6 de setembro de 2010

Diagnóstico

RNM – Atrofia do Hipocampo

Os critérios de diagnóstico da demência tipo Alzheimer do DSM – IV – TR (Texto Revisto pela Quarta Edição do Manuel de Diagnóstico da Associação Americana de Psiquiatria) ou os de Doença de Alzheimer provável do NINCDS – ADRDA) National Institut og Neurologic Comminicativ Disordres and Stroke – Alzheimer’s Disease and Related Diosrders Association), deveriam ser utilizdos de forma rotineira para a DA.

Os seguintes exan«mês complementares devem realizar-se sempre:

Determinações no Sangue e na Urina – Glicose, ureia, creatinina, sódio, potéssio,cálcio, ácido úrico, colesterol, triglicerídios, amino trnsferases, gama-glutamiltransperidase (Gama-GT), fosfatase alcalina e albumina, além de provas de função da tiróide e níveis de vitamina B12.

Hemograma completo – Serologia lues só se o paciente tem factores de risco específico, embora se possa recomendar a sua realização rotineira. Análise elementar da urina.

Provas de Imagem – Tomografia Axial Compoturizada (TAC) ou Ressonância Nuclear Magnética (RNM) cerebrais.

Punção Lombar – Somente em caso de suspeita de infecção do Sistema Nervoso central (SNC), serologia lues positiva, hidrocefalia, idade inferior a 55 anos, demência inusual ou rapidamente progressiva, imunossupressão suspeita de vasculite do SNC ou presença de doença metastásica.

Electroencefalograma – Só se existe história de convulsões, perda de consciência, episódios de confusão ou deterioração clínica rápida.

As estratégias de medição linear ou volumétrica mediante TAC ou RNM não se recomendam de modo rotineiro actualmente, nem a tomografia computorizada de emissão de positrões (PET). Tão-pouco a tomografia compoturizada de emissão de fotão único (SPECT) cerebral recomenda-se sempre no diagnóstico inicial ou diferencial, já que não demonstrou superioridade sobre os critérios clínicos.

O estudo rotineiro do genotipo ApoE não é recomendado actualmente nos pacientes com suspeita de DA, nem o doutros marcadores genéticos. Não h+a marcadores do líquido cefalorraquidiano (LCR) nem outros. Marcadores biológicos recomendados para uso rotineiro no diagnóstico da DA neste momento.

sexta-feira, 3 de setembro de 2010

Pontos de referência para os cuidadores

Devem ter em atenção e capacitar-se dos seguintes dez sinais:

· Perda de memória que afecta a capacidade laboral.
· Dificuldade para levar a cabo as tarefas familiares.
· Problemas com a linguagem.
· Desorientação no tempo e no espaço.
· Juízo pobre e diminuído.
· Colocação de objectos em locais errados.
· Alterações do humor e comportamento.
· Alterações na personalidade.
· Perda de iniciativa.

O doente com Alzheimer repete, uma e outra vez, as mesmas coisas e faz uma e outra vez as mesmas perguntas e tem dificuldades para encontrar a palavra adequada numa conversa, utilizando parafrasias e circunlóquios.

O rendimento laboral é cada vez mais pobre e começa, mais adiante, a apresentar ideias delirantes, culpando familiares de lhes esconderem ou roubarem as coisas.

Cedo o seu aspecto começa a deixar de o preocupar e cada vez lhe custa mais seguir uma conversa, ficando com frequência sem saber o que ia dizer.

Começa a retrair-se, tendendo a deixar de sair de casa e a abandonar as distracções habituais.

Surgem episódios de desorientação espacial, que inicialmente se referem apenas aos locais menos familiares.

A sua percepção da realidade é cada vez mais pobre, e o quadro evolui já com rapidez para a demência grave.

Então, tem dificuldades em vestir-se, lavar-se, manejar s talheres de forma adequada, dorme mal, sente-se hiperactivo sem finalidade determinada e, por vezes, urina na cama.

Podem surgir crises epilépticas e mioclonias, e o paciente move-se lentamente com o tronco flectido.

Urina e defeca em locais inapropriados, emite apenas algumas palavras ininteligíveis e tem intensas perturbações do sono e do comportamento.

Finalmente, chega a não poder andar nem comunicar em absoluto, e falece devido a processos intercorrentes (infecções urinárias, pneumonia…)

quinta-feira, 2 de setembro de 2010

Face aos problemas originados pela Demência

Ninguém se debruça, ninguém tenta saber o que se passa com certas pessoas que estão ligadas a certas instituições e que desde há anos que lutam pelo que é justo e útil fazer pelos outros.

Luta-se por instalações onde possa cuidar-se de pessoas com a Doença de Alzheimer e outras demências, cuidar e encaminhar crianças em situação de risco, tantas que existem nessas condições e a quem ninguém liga, mas a cada porta que se bate, a resposta é sempre a mesma. Não há, sabendo-se que sim, que as há, faltando apenas a vontade.

Pessoas que devem merecer todo o cuidado, amparo e carinho, vegetam apenas e ocupam um familiar que deveria poder trabalhar para ajudar com as despesas do lar familiar.

As autarquias fazem ouvidos de mercador e olhos que não querem ver. Uma ou outra Junta de Freguesia interessa-se, mas esbarra com a Câmara que não disponibiliza as instalações e a miséria progride. Nem aqueles que, estando hoje na posse das suas faculdades pensa poder amanha necessitar de apoio e de quem cuide diariamente deles, havendo imensas casas devolutas dispersas pelas cidades. Aliás, dois tipos de miséria; a da doença não cuidada e a causada pelo familiar, geralmente uma filha, que se vê impedida de trabalhar e ganhar a sua vida.

Assiste-se ao cada vez maior pedido de subsídios de terceira pessoa, subsídios por doença e outros para ajuda da compra de medicamentos, mas a autarquia maior mantém-se muda e queda enquanto as pessoas vão acamando e causando maiores desgastes no seio da família.
Todos os dias se pede ajuda nesse aspecto, diariamente se recebe uma resposta evasiva que mais tarde se torna negativa.

Depois de anos de luta cerrada, assiste-se à nomeação da personalidade do ano. Não se quer saber dos mais pobres e necessitados, porque desses a história não falou nunca e jamais o fará. Também se não liga a quem luta ardorosamente para apenas poder cuidar e tratar dessas pessoas. Ah!, se fossem ricos os alvos dessas instituições. Arranjava-se logo umas instalações com o escusado, o luxo, porque o verdadeiro é poderem receber os cuidados que cada ser humano merece, mesmo e sobretudo os mais pobres que, a seu tempo sofreram para construir o país e sofrem hoje com o desprezo de todos aqueles que podiam mas não ajudam.

Doze «Mandamentos» para os cuidadores

1 – Embora não possa controlar o processo da doença, preciso de recordar que posso controlar muitos aspectos de como afecta o meu familiar;

2 – Preciso de cuidar de mim próprio para poder continuar a fazer tudo o que é necessário;

3 – Preciso de simplificar o meu modo de vida para que o meu tempo e energia estejam disponíveis para as coisas que são realmente importantes neste momento;

4 – Preciso de cultivar o dom de deixar os demais ajudar-me, já que cuidar dum familiar afectado por uma qualquer demência é um trabalho muito árduo para uma só pessoa;

5 – Preciso de viver um dia de cada vez em vez de me preocupar com o que possa ou não suceder no futuro;

6 – Preciso de estruturar o meu dia já que um horário consistente me facilitará a vida; a mim e ao meu familiar;

7 – Preciso de ter um bom sentido de humor, uma vez que o riso ajuda a pôr as coisas numa perspectiva mais positiva;

8 – Preciso de recordar que o meu familiar não é difícil de propósito: o que se passa é que o seu comportamento e emoções são distorcidas pela doença;

9 – Preciso de me concentrar e gozar o que o meu familiar pode ainda fazer em vez de me lamentar constantemente sobre o que perdeu;

10 – Preciso de depender cada vez mais doutras relações onde possa encontrar carinho e apoio;

11 – Preciso com frequência de me lembrar a mim mesmo que estou a fazer o melhor que posso neste preciso momento;

12 – Preciso da ajuda duma força superior que penso estar disponível.

Os sinais de alarme, dez, da Doença de Alzheimer difundidos pela Alzheimer’s Association dos Estados Unidos, podem pôr-nos em guarda ao sugerirmos que talvez uma pessoa possa estar a iniciar esta doença, de início habitualmente insidioso.

O motivo da consulta médica pode ser a perda de memória, especialmente a recente.

O paciente não se recorda onde deixou as coisas, incluindo objectos de valor, esquece encontros, recados, deixa as torneiras abertas e o fogão aceso, e não se lembra das pessoas que acaba de conhecer, nem é capaz de aprender a trabalhar com novos electrodomésticos.

segunda-feira, 30 de agosto de 2010

Placas Neuronais

Na Doença de Alzheimer produz-se uma atrofia cerebral progressiva, bilateral e difusa, que começa nas regiões mesiais temporais para logo afectar o neocórtex, sobretudo o temporal, parietal e frontal.

Produzem a lesão e posterior destruição do neurónio em relação como aparecimento tanto de depósitos insolúveis extracelulares, placas amilóides, como intracelulares.

O elemento fundamental dos depósitos extracelulares é a proteíne beta-amilóide, que forma redes e se agrega ao núcleo denso e as placas neuronais ou neuríticas, estas com um núcleo denso e presença da proteína percursora da beta-amilóide imunopositiva, que se produz através duma excisão anómala da proteína percursora da beta-amilóide (APP).

Quando a APP é excindida pela a-secretasa, que é a via normal, o producto resultante é um péptido solúvel, depois eliminado facilmente pelo organismo.

Mas, na DA predomina a excisão consecutiva da APP por parte da beta-secretasa primeiro, e a y-secretasa depois, formando-se então o péptido beta-amilóide, insolúvel, que os neurónios excretam para o exterior.

Seguidamente, as células da glia (astrócitos e microglia) tentam sem êxito a eliminação da beta-amilóide, gerando-se um processo inflamatório que, juntamente com o próprio efeito tóxico da beta-amilóide,contribui para lesionar os neurónios.

Quanto aos depósitos intracelulares, constituem a degeneração neurofibrilar, cujo principal componente é a proteína tau.

Esta proteína normal forma as “pontes” que mantêm correctamente unidos os microtúbulos que conformam o citoesqueleto neuronal, mas na DA produz-se uma hiper-fosforilação anómala da proteína tau, que dá lugar à degeneração neurofibrilar com a formação dos óvulos neurofibrilares.

Os dois tipos d lesões podem encontrar-se também no cérebro de anciãos saudáveis, e o que na realidade marca o diagnóstico histopatológico é a quantidade e localização, correlacionando-se o seu número e densidade com a intensidade da demência nestes pacientes.

sábado, 28 de agosto de 2010

Factores Genéticos na Doença de Alzheimer

Em determinados casos (Doença de Alzheimer complexa ou esporádica), a etiologia é multifactorial, comdiversos factores de risco, que incluem a predisposição genética (evidenciada porque aumenta a frequência se se tem um familiar em primeiro grau com a doença, e mais ainda se são vários), a idade (é mais frequente a partir dos 65 anos, a partir dos quais o risco duplica todos os cinco anos) e factores de risco exógenos, ambientais, que parecem favorecer o seu desenvolvimento, como ocorre com os traumatismos cránio-encefálicos graves.

Na DA esporádica, nem os factores genéticos nem os mbientais isoladamente provocam a doença. Os factores genéticos e ambientais associados entre si são necessários, mas não suficientes, precisando além disso do concurso do factor envelhecimento.

A Doença de Alzheimer é mais frequente nos indivíduos portadores do alelo E4 e da ApoE, cromossoma 19, especialmente nos casos homozigóticos para o dito alelo.

Pelo contrário, postulou-se um efeito oposto para o alelo E2 da mesma ApoE (Apolipoproteína E), que teria portanto um papel protector.

Cada vez é mais sombria a evidência epidemiológica que os factores de riscos vasculares (diabetes, hipertensão arterial, dietas ricas em gorduras…) e outros, como a intoxicação crónica ligeira por metais como o cobre, favorecem também o desenvolvimento da DA nas pessoas geneticamente predispostas.

Muitos factores são controláveis mediante a dieta, a manutenção dum peso corporal adequado e alguns medicamentos, o que incrementa a sua importância epidemiológica.

O mesmo pode dizer-se da chamada “Reserva Cognitiva”.

As pessoas com maior capacidade cognitiva natural e adquirida (QI, cultura, estudos académicos, participação em actividades intelectuais e de entretenimento, como jogos de mesa, baile…), apresentam a doença mais tarde que os com menor Reserva Cognitiva em igual quantidade de lesões histopatológicas cerebrais típicas da DA, presentes nos seus cérebros.

Duas pessoas podem ter a mesma quantidade de lesões histopatológicas, mas uma delas pode mostrar-se muito mais demenciada que a outra. A ideia que há por trás da Reserva Cognitiva, é que o cérebro tenta compensar-se melhor, mediante a utilização de redes cerebrais alternativas, ou mais eficientes, podendo funcionar com mais normalidade, apesar da sua histopatologia.

Também se vê afectada pela idade, a prevalência que é de 0,02% na idade entre os 30 e os 59 anos, passa a ser de 10,8% para as idaades compreendidas entre os 80 e os 89 anos.

quarta-feira, 25 de agosto de 2010

Aparecimento da Doença de Alzheimer

A Doença de Alzheimer é uma demência que conta já com mais de cem anos de história.

Em Novembro de 1901 deu entrada num hospital de doenças mentais de Frankfurt uma paciente de 51 anos de idade, chamada Auguste D, que apresentava um apelativo quadro clínico com cinco anos de evolução.

Após começar com um delírio celotípico, a paciente havia sofrido uma rápida e progressiva perda de memória acompanhada de alucinações, desorientação no tempo e no espaço, paranóia, alterações do comportamento e um grave transtorno de linguagem.

Foi estudada por Aloïs Alzheimer e, mais tarde, por parte de médicos anónimos. Faleceu a 8 de Abril de 1906 devido a uma septicémia secundária a úlceras de decúbito por presssão e pneumonia.

O cérebro da doente foi enviado a Alzheimer, que procedeu ao seu estudo histológico. A 4 de Novembro de 1906, apresentou a sua observação anatomoclínica com a descrição de placas senis, óvulos neurofibrilares e alterações arterioscleróticas cerebrais.

O trabalho foi publicado no ano seguinte com o título: “Uma Doença Grave Característica do Córtex Cerebral”.

A denominação do quadro clínico como Doença de Alzheimer foi introduzida por Kraeplin na oitava sessão do seu “Manual de Psiquiatria” em 1910.

Alzheimer descreveu o seu segundo caso em 1911, data em que também aparece uma revisão publicada por Fuller, com um total de treze pacientes com DA, com uma média de idade de 50 anos e uma duração média da doença de sete anos.

As lesões histopatológicas do cérebro de Auguste D puderm ser estudadas de novo e publicadas em 1998 na revista Neurogenetics. Nesse trabalho não se encontraram lesões microscópicas vasculares, existindo apenas placas amilóides e óvulos neurofibrilares, lesão esta descrita pela primeira vez por Alzheimer nesse cérebro.
A etiopatologia da DA é múltipla. É hereditária entre 1 a 5% dos casos (Doença de Alzheimer Genética), por trasmissão autosómica dominante de alterações nos cromossomas e apresenta-se geralmente antes dos 65 anos.

domingo, 22 de agosto de 2010

Além da morte

Além da morte, as alegrias são fulgores crescentes do espírito, na libertação das forças emotivas que se descartaram da matéria mais densa; entretanto, no mesmo princípio, as dores da consciência atingem o superlativo da angústia.
Em vista disso, o remorso em nós é qual fulcro de agonias morais que reavivam a lembrança dos nossos erros, em espantoso poder de repetição.
Desse modo, carregamos, além túmulo, o fardo das nossas culpas, a exibir constantemente o espectáculo das próprias fraquezas, a implorarmos a reencarnação como quem sabe que o corpo físico é o instrumento capaz de nos reabilitar.
Nessas circunstâncias, não poupamos súplicas, não regateamos promessas, não medimos votos, não substituimos sacrifícios… encomendamos serviço e luta, assinalando a inquietude do sedento que pede água. Aspiramos apaziguar paixões, pacificar sentimentos, resgatar débitos, santificar ligações e elevar experiências, na conquista da própria renovação.
E, quase sempre renascemos em duras dificuldades, a fim de nos redimir, à maneira do aluno internado num colégio para receber educação.
Assim, não se recuse a provação, ou problema que o mundo nos impõe, nas breves horas da passagem sob a neblina da carne. A moléstia, a inibição, o sonho torturado, o pranto difícil, a separação temporária ou o infortúnio doméstico, representam rápidos cursos de regeneração pessoal, em que somos chamados ao próprio basilar.
Recordemos que voltaremos, amanhã, para o lar da luz de onde viemos. Não devemos impedir que o suor do trabalho ou o pranto do sofrimento nos dissolvam as sombras do coração. Todo o mal de ontem ressurge ao mal de agora, para que o bem apareça e tome a governação da vida. O erro desajusta, a dor restaura.
É por isso que, entre a ilusão que obscurece a verdade que ilumina, a reencarnação será sempre o alto caminho do recomeço.
Despertemos, pois. Não deixemos que a rotina arrase a nossa vida. Executemos a tarefa com amor sempre renovado, porque isso nos trará alegria.
A rotina causa e corrói a alma, desalenta e apodrece o entusiasmo. Renovemos todas as manhãs o nosso armazenamento de alegria de viver, ajudando todos e cumprindo alegremente a tarefa que nos proposemos, para recebermos de volta o benefício da felicidade do nosso trabalho.
Ao nosso caríssimo amigo e dirigente hoje desaparecido, as mais honrosas homenagens, na certeza de que sempre estará connosco nos bons como nos maus momentos.
Até sempre, amigo e descansa em paz.

Serviços Externos

Chegará o momento em que o prestador de assistência mais dedicado precisará de institucionalizar o paciente com Doença de Alzheimer.

Esse momento será determinado não só pela resistência emocional do prestador de cuidados, mas também pela sua força e vigôr físico, já que um idoso com DA, tipicamente adopta o comportamento imprevisível e indisciplinado duma criança.

As condições financeiras na procura duma instituição para anciãos s~~ao geralmente vitais, mas igualmente importante é o tipo de cuidados prestados.

Na PORTUSASAS – Associação de Solidariedade e Apoio Social isso nunca será entrave, uma vez que nos dedicaremos sempre às pessoas mais pobres, assegurando os programs especificamente traçados para essas pessoas, as afectadas pela DA.

Se um prestador de cuidados consegue encontrar uma instituição que ofereça bons serviços a troco de pagamento, por vezes pode situar-se demasiado longe da sua residência, dificultando as visitas.

Então, deverá decidir se vale a pena uma atenção «superior» numa instituição distante a custo de ver o paciente menos frequentemente – outro assunto doloroso.

Um programa de Centro para Anciãos deve oferecer uma opção humanitária para os pacientes durante os meses finais duma doença mental.

Para além da carga emocional devastadora, os custos da DA podem ser também demasiado elevados.
As alterações no financiamento da atenção na saúde e os novos regulamentos criaram uma situação incerta em muitas comunidades.

A maioria das famílias tem que pagar pela assistência ao enfermo.

Felizmente, segundo aumentou a proporção de anciãos na população, também as instituições sem fins lucrativos se tornaram muito activas em todas as frentes importantes – pressão política para conseguir apoios financeiros. Temos e prestaremos apoio psicológico e outros, falta-nos apenas conseguir o espaço físico para desenvolver as ctividades que nos propomos levar a cabo.

sábado, 21 de agosto de 2010

A imobilidade

À medida que a doença progride, as vítimas da DA tornam-se imóveis, esquecendo literalmente como mover-se. Com o tempo, desenvolvem uma dependência quase total à cadeira de rodas ou à cama. As úlceras por decúbito podem ser um grande problema.

As camas e as roupas deverão manter-se limpas, secas e sem resúduos de alimentos.

A pele do paciente deverá ser lavada com frequência, secar-se completa e suavemente. Deverá mudar-se de posição todas as duas horas, e os pés deverão manter-se levantados com blocos sob as pernas da cama.

Deverão administrar-se exercícios às pernas e aos braços para os manter flexíveis.

A perda de peso e a incapacidade gradual para ingerir, são dois grandes problemas relacionados com o paciente em etapa posterior.

Pode alimentar-se através duma seringa de alimentação, ou pode, o prestador de cuidados, estimular a acção de mastigar empurrando suavemente, no fundo do queixo e nos lábios do paciente.

O prestador de cuidados deverá oferecer alimentos de diferente cnsistência e sabor, caso o paciente posa processar uma forma melhor que a outra.

Já que o engasgamento é um perigo, o cuidador deverá aprender a administrar a manobra de haimlich, que pode ser ensinada por técnicos de saúde.

A desidratação pode também converter-se num problema: é essencial promover a ingestão de líquidos, equivalente a oito copos de água por dia. Deverá ter-se em conta que o café e o chá são diuréticos e esgotam os líquidos.

Cuidados com o prestador de assistência

A Doença de Alzheimer é particularmente devastadora, já que a família do doente, geralmente, devrá resistir a duas perdas diferentes. Em primeiro lugar, o deaparecimento da personalidade que conhecem e, finalmente, a morte da pessoa. A pena experimenta-se duas vezes. Ninguém deverá resistir só a tal agonia.

Poucas doenças afectam tanto um paciente e sua família, ou por um período de tempo tão longo como a DA.

Tratar os doentes durante todo o curso da doença, é esgotante.

Ainda o cuidador não deixou de lidar com determinadas situações, quando o apciente piora e cria problemas novos e mais intratáveis.

Fequentemente, os prestadores de cuidados começam a mostrar sinais de transorno mental e físico. A depressão, empatia, esgotamento, culpa e ira, podem criar o caos do indivíduo normalmente são, confrontado com a atenção dum ente querido que sofre da DA.

Consultar uma instituição, os seus técnicos sobre como tratar as pessoas com DA, por vezes facilita as coisas. As pessoas que recebem rientação e apoio podem manter-se por mais tempo que as que não recebem esse apoio.

quarta-feira, 18 de agosto de 2010

Durante as etapas posteriores

Tratamento em casa – a)

Em muitos casos, o doente de Alzheimer pode tornar-se desinibido sexualmente; ao mesmo tempo, a deterioração física do paciente e a capacidade cada vez pior de reconhecer o cônjuge como indivíduo conhecido e amado, pode tornar a vida sexual aterradora e repugnante para o cônjuge prestador de cuidados.

Alguns doentes podem perder o interesse pelo sexo.

Se os abusos sexuais são um problema, deverão encontrar-se maneiras de manter o afecto físico não sexual, que pode dar consolo tanto ao paciente como ao cônjuge.

Os pacientes com DA experimentam transtornos nos ciclos sono/depertar.

Um novo estudo indica que a exposição á luz artificial mais brilhante que o normal durante o dia, pode repor estes ciclos e prevenir o extravio/deambular nocturno e a falta de sono.

Embora o prestador de cuidados tenha recursos para manter o paciente em casa durante as etapas posteriores da DA, a ajuda externa constinua essencial.

É importante que os prestdores de cuidados recebem orientação e apoio para eles próprios.

Um estudo recente revelou que, quando os prestadores de assistência fizeram parte de programas de aconselhamento e apoio, a institucionalização do paciente é retardada por um ano. Os pacientes com DA precisam de 24 horas de assistência diária.

A incontinência é, geralmente, devastadora para o prestador de cuidados e uma razão principal pela qual muitos decidem procurar instituições quando o paciente entre nessa fase.

Quando o paciente começa a mostrar sinais de incontinência, o médico deverá assegurar-se de que não é causada por uma infecção.

A incontinência urinária pode controlar-se por algum tempo, vigiando as vezes em que bebe, se alimenta e urina. Uma vez estabelecido um horário, o prestador de cuidados pode prever os episódios de incontinência e conseguir que o paciente vá ao WC antes que ocorram.

segunda-feira, 16 de agosto de 2010

Fases da Doença de Alzheimer

Melhor forma de lidar com elas – 2

Um estudo concluiu que a ansiedade e a frustração podem ser aliviadas ao ver filmes ou vídeos, fotografias, dos membros da família e os eventos do passado do paciente.
Estes, pacientes, podem tornar-se agressivos, por vezes, pelo que se deverá voltar a tranquilizar e dirigir para outra actividade.
Não existe uma personalidade única na DA, da mesma forma que não existe uma só personalidade humana.
Cada paciente deverá tratar-se como o indivíduo que ele ou ela continua a ser, inclusive depois de o ser social ter desaparecido.
Para o prestador de assistência, zelar pelo asseio dos pacientes pode ser uma experiência de imaginação. Por um lado, muitos resistem a tomar banho.
Alguns cônjuges consideram que tomar banho com o par doente pode resolver o problema por uns tempos.
Frequentemente, o paciente perde o sentido da cor e do desenho, pelo que vestirá roupa estranha ou que não combina.
Isto podeser muito frustrante para um ente querido, em particular, já que a vergonha é uma emoção comum e dolorosa, vivida pelo cuidador.
É importante manter o sentido de humor e perspectiva e aprender em que batalhas vale a pena lutar e quais se deve abandonar.
Tão rapidamente é diagnosticada a DA, ao paciente deverá proibir-se a condução. Um estudo sueco concluiu que mais de metade das pessoas idosas envolvidas em acidentes mortais, tinham um grau de deterioração neurológica.

Outro assunto potencialmente perigoso é a tendência dos DA em deambular.

No momento em que desenvolve esta tendência, muitos prestadores de cuidados consideram ter chegado o momento de procurar a institucionalizazação numa instituição protectora para os entes queridos.
Para os pacientes que ficam em casa, devrão instalar-se fechaduras por fora das portas, que o cuidador possa abrir mas não o paciente.

Poderiam instalar-se alarmes.

Deverá implementar-se um programa de exercício diário que ajude a cansar fisicamente o paciente; um estudo revelou que andar meia hora três ou quatro vezes ao dia também melhora a comunicação.
Um programa oferecido pela Alzheimer’s Association proporciona ao paciente uma pulseira com um número telefónico gratuito de “retorno em segurança”, etiquetas na roupa e um número de identificação.
A informação pessoal e médica acerca do paciente e os números de telefone são armazenados numa base de dados central.
Se se encontra uma pessoa perdida, deverá chamar-se primeiro a polícia. Depois, o prestador de cuidados fornece o número de identificação do paciente e toda a informação apropriada. Então, envia-se um alerta aos órgãos de execussão de leis através de todo o país.

sábado, 14 de agosto de 2010

Fases da Doença de Alzheimer

Melhor forma de lidar com elas – 1

O tempo que resta de vida a uma vítima da DA é em geral reduzido, embora um paciente possa viver entre três a vinte anos após o diagnóstico
A fase final da doença pode durar desde alguns meses até vários anos, durante os quais se torna cada vez mais imóvel e disfuncional. Os prestadores de assistência deverão compreender as fases desta doença para ajudar a determinar as suas próprias capacidades para tratar esta doença tão triste.

Frequentemente, os médicos não dizem aos pacientes que têm a DA. Os estudos indicam que a progressão pode desacelerar com o esforço intelectual e a maioria dos medicamentos, a nível de investigação em ensaios, ralizam-se nas etapas iniciais.

Se um paciente com DA expressa a necessidade de saber a verdade, deverá ser-lhe dita.

Então, tanto o prestador de assistência como o paciente poderão começar a abordar os assuntos desta doença incapacitante que podem ser controlados, como por exemplo o acesso a grupos de apoio e medicamentos em investigação.

Estado de ânimo e comportamento emocional

Os pacientes da DA mostram oscilações abruptas do estado de ânimo e podem tornar-se agressivos.

Parte deste comportamento é causado por alterações químicas no cérebro. Mas, sem dúvida, também se pode atribuir á terrível e real experiência de perder o conhecimento e a compreensão, causando medo e frustração que já não pode expressar verbalmente.

É importante que o prestador de cuidados controle o ambiente, mantendo as distracções e o ruído ao mínimo, falando claramente.

A maioria dos especialistas recomenda falar lentamente, mas alguns prestadores de assistência sugerem que os pacientes desta doença respondem melhor a frases claras, pronunciadas rapidamente, que podem recordar mais facilmente.

Os prestadores de cuidados deverão manter uma atitude o mais neutral possível; muitos pacientes com DA são extremamente sensíveis às emoções implícitas dos prestadores de cuidados e reagem negativamente a sinais de condescendência, ira e frustração.

Embora se prete bastante atenção às emoções negativas dos pacientes com DA, alguns tornam-se muito gentis, retendo a capacidade de se rir deles mesmos, inclusive depois de que as suas capacidades verbais tenham desaparecido.

Alguns não parecem infelizes, mas em estado místico, ou similar ao produzido pelo efeito duma droga, à medida que o passado e o futuro lhes escapa.

A estimulação deste estado pode dar algum consolo ao prestador de cuidados.

sexta-feira, 13 de agosto de 2010

Depressão e Irritabilidade

A depressão máxima que ocorre juntamente com a demência nas pessoas mais velhas, pode ser um sinal precoce da Doença de Alzheimer. Em tais casos, esta precede a DA em dois anos ou menos.
Alguns especialistas crêem que esta investigação indica que a DA pode ser retardada, tratando essas pessoas com atidepressivos e um medicamento como o donepezilo, actualmente empregue na DA.
Os antidepressivos conhecidos como inibidores da reabsorção de serotonina selectiva, podem ser particularmente eficazes em aliviar a depressão, irritabilidade e excitação associada à DA.
Estes sintomas e os mais severos, incluindo o comportamento verbal ou fisicamente agressivo e o deambular, costumam ser normalmente tratados com neurolépticos, que podem, no entanto, aumentar o estado demencial, uma vez que não se sabe quais serão os efeitos sobre a demência.
Não existe maneira fiável de momento para prever a Doença de Alzheimer.
Nenhuma pessoa sem sintomas deverá fazer um exame genético para detectar a doença.
A presença do gene ApoE4 é um indicador precário de desenvolvimento da doença, e a falta deste gene não é uma garantia de protecção.

Que exames fazer para prever a Doença de Alzheimer?

Além dos exames ao sangue, para detectar anormalidades metabólicas, estão recomendados exames mais extensos.
As explorações compoturizadas, como o TAC, podem detectar a presença de coágulos sanguíneos, tumores cerebrais, hidrocéfalo ou acidente cérebro-vascular.
A electroencefalografia (EEG) detecta a actividade das ondas cerebrais; nalguns pacientes que sofrem da DA, este exame revela “ondas lentas”.
Embora existam outras doenças que podem manifestar anomalias similares, os dados do EEG ajudam a distinguir um paciente potencial da DA duma pessoa gravemente deprimida, cujas ondas cerebrais são normais.
O médico solicitará um número de exames psicológicos para avaliar as dificuldades de atenção, percepção, memória e soluçã de problemas, aptidão social e da linguagem.